Running Wild: "Gates..." é rápido, rebelde, intenso

Resenha - Gates To Purgatory - Running Wild

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Por Diego Simi
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


1984, as sementes de Heavy Metal lançadas pelo saudoso Accept começavam a gerar seus primeiros frutos no fértil solo alemão. Brotava no cenário pesado germânico uma safra de bandas rápidas, agressivas e ao mesmo tempo melódicas, que mais tarde dariam vida ao que conhecemos hoje por Power Metal. Em meio a nomes como Helloween, Grave Digger e Avenger, havia uma das mais promissoras bandas dessa safra: o Running Wild.
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Neste ano de 1984 o Running Wild lançou seu primeiro e talvez melhor disco, o debut “Gates to Purgatory”. O som rebelde, obscuro e “cru” destes jovens de Hamburgo que se vestiam com correntes e couro e usavam em suas letras imagens satânicas metaforizando ideais libertários, chamou a atenção dos headbangers ao redor do globo, obtendo a boa marca de 235 mil discos vendidos.

“Victim of State Power” abre alas e já logo de cara ilustra qual é a essência deste disco: o ritmo acelerado e elétrico impresso pelo futuro pirata Rolf Kasparek e seus parceiros, especialmente pelo bom baterista Wolfgang Hasche.

Diferentemente do que se vê a partir do então vindouro “Under Jolly Roger”, de 1987, onde os vocais são mais harmônicos, aqui a voz de Rolf é mais rasgada e suja, o que casava perfeitamente com as metáforas demoníacas que a banda usava em suas canções.

Seguindo o disco, “Black Demon”, dona de um refrão explosivo, e “Preacher”, preparam o terreno para as fantásticas “Soldiers of Hell”, que tem um furioso solo de guitarra, e “Diabolic Force”, onde Rock’N’Rolf manda ver nos agudinhos e a porradaria do baixo de Stephan Boris envolto pela bateria come solta.

Na metade final de “Gates to Purgatory”, se encontra uma dos mais emblemáticos temas do grupo, a canção do filho de Satã, “Adrian S.O.S.”, é a música que dá nome ao velho lobo do mar mascote da banda e com certeza é uma das favoritas dos fãs mais saudosistas. Realmente é uma porrada ultra-veloz com um refrão que te obriga a cantar: “Adrian...son of Satan! Adrian...son of Satan!”. Foda.

“Genghis Khan”, sétima música do álbum, dá continuidade à correria.

Pra finalizar a triunfante estréia do Running Wild, vem uma música que tem cara de hino, jeito de hino, pegada de hino e que nunca pôde faltar nos shows porque é realmente um mega clássico do Metal alemão. “Prisoner of Our Time” é seu nome. Só de ouvir os memoráveis acordes iniciais já dá pra sentir aquele arrepio na espinha que todo banger que gosta de Metal de verdade sente. O refrão então é o mais bacana da história da banda. Do caralho!

Ao lado de “Under Jolly Roger”, “Gates to Purgatory” é o melhor disco do Running Wild. Rápido, rebelde, intenso, e com a famosa temática satânica dando um clima a mais. Só ouvindo um disco como esse dá pra entender porque tem headbanger que só ouve Metal dos anos 80.

Track-list:
01. “Victim of State Power” – 3:36
02. “Black Demon” – 4:25
03. “Preacher” – 4:22
04. “Soldiers of Hell” – 3:23
05. “Diabolic Force” – 4:58
06. “Adrian S.O.S.” – 2:49
07. “Genghis Khan” – 4:11
08. “Prisoner of Our Time” – 5:22

Line-up:
Rolf Kasparek – vocais, guitarra
Gerald “Preacher” Warnecke – guitarra
Stephan Boris – baixo
Wolfgang Hasche – bateria

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