DragonForce: Faixas longas e solos de Vadim fazem falta
Resenha - Power Within - DragonForce
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 02 de maio de 2012
Nota: 8 ![]()
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Os fãs de DRAGONFORCE esperavam duas coisas com The Power Within, quinto trabalho de estúdio do grupo: Como se sairia o novo vocalista Marc Hudson, selecionado entre dezenas de outros que participaram de um campeonato via YouTube para escolher o substituto de ZP THEART, e se a banda ainda mantinha as suas marcas registradas: solos cheios de "fritação", sons de video-games, letras com conteúdo fantasioso e épico, riffs rápidos.
As respostas para as duas indagações são positivas. MARC HUDSON mostrou-se uma excelente substituição. Deu nova cara à banda, o que é evidenciado pelo seu timbre um tanto mais grave que o de ZP (se bem que a primeira vez em que ele abre a boca no álbum, na intensa abertura "Holding On", é para dar um daqueles agudos de arrepiar). Quanto ao som da banda, continua essencialmente o mesmo: riffs acelerados, solos ágeis, batidas extremas. As novidades por aqui ficam por conta dos backing vocais de EMILY OVENDEN, vocalista da banda de power metal conterrânea PYTHIA. CLIVE NOLAN, mais uma vez, também deu sua contribuição como segunda voz.
Contudo, o álbum tem dois defeitos que impedem qualquer resenha de concedê-lo nota máxima: o primeiro é a atuação do tecladista VADIM PRUZHANOV, que traz em "Last Man Stands" o seu único solo "considerável" do álbum inteiro (sem contar "Seasons", em cujo solo ele acompanha as guitarras e mal é percebido em meio à melodia). No resto do álbum, limitou-se a dar alguma atmosfera às faixas, com mais destaque em algumas e menos em outras. Recentemente, ele afirmou na série de vídeos sobre o making of do álbum que ele procurou fazer um som mais orgânico e manter-se longe de arpeggiators e afins – o resultado pode decepcionar alguns.
Outro defeito é a ausência de faixas longas. Enquanto nos álbuns anteriores as músicas eram de no mínimo cinco ou seis minutos de duração, em The Power Within a média não ultrapassa os quatro ou cinco minutos. A única que foi bem mais longe que a média, "Wings of Liberty", chega aos 7:22 mas não se destaca entre as demais. Não que duração seja o fator determinante da qualidade do som da banda, mas para um grupo que vem fazendo isso há mais de dez anos, soa decepcionante ver um álbum cheio de faixas curtas.
Mesmo assim, The Power Within não deixa de ser um bom álbum. Destaque para a abertura "Holding On"; "Fallen World", a primeira faixa liberada e acertadamente divulgada como "a mais intensa e rápida faixa do RAGONFORCE até hoje" (embora outras mais antigas como "Fury of the Storm" não devam nada a ela); "Seasons", que veio com uma versão acústica como faixa bônus; e "Heart of the Storm", que além de ser muito boa ainda vem em uma versão com refrão diferente, dando a opção de escolha para o fã (se é que ele não gostará das duas).
MARC HUDSON fez uma estreia excelente e demonstrou ter muito potencial. O resto da banda, como nos álbuns anteriores, mostrou tudo aquilo que fez dela uma das maiores forças do power metal atual. Resta apenas esperar que o sexteto continue fritando muito em seus instrumentos e não deixem de investir em suas faixas longas nos próximos trabalhos.
"Holding On" - 4:56
"Fallen World" - 4:09
"Cry Thunder" - 5:17
"Give Me the Night" - 4:29
"Wings of Liberty" - 7:22
"Seasons" - 5:05
"Heart of the Storm" - 4:44
"Die by the Sword" - 4:39
"Last Man Stands" - 5:12
"Seasons (Acoustic Version)" - 4:26
Fonte: Sinfonia de Ideias http://sinfoniadeideias.wordpress.com/2012/04/15/the-power-within-nao-decepciona-mas-faixas-longas-e-solos-de-vadim-fazem-falta/
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