Comando Nuclear: Metal Nacional com muito orgulho

Resenha - Guerreiros da Noite - Comando Nuclear

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Por Júlio Verdi, Fonte: readytorockroll.blogspot.com
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A música rock nesses últimos 50 anos passou por muitas mudanças. Mesclou tendências, adquiriu riquezas de arranjos, flertou com outros estilos. Desenvolveu sub-estilos. E no metal também não foi diferente. A música pesada, com riffs simples e melodias grandiosas de gente como Sabbath, Judas e Maiden ganhou velocidade, arranjos variados, incursões eruditas, gerando assim novas tendências e por conseguinte, nova classe de consumidores. Mas a simplicidade genial e seminal dos mestres ainda é (e sempre será) reverenciada como a mais pura e objetiva arte da música pesada. Nesse contexto, muitas bandas hoje em dia praticam seu metal embasando seu direcionamento nos elementos básicos do estilo.

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E isso ocorre com a banda paulistana Comando Nuclear. O título da banda e suas letras, criados em nossa língua pátria, os trabalho melódico das músicas e seu teor lírico agressivo transmitem ao ouvinte aquele cheiro de metal primordial criado em nossa terra no início dos anos 80. A rispidez de nomes como Harppia, Centúrias, Dorsal, Taurus e outras instituições de nossa música pesada, vem logo à mente quando ouvimos as canções do CD "Guerreiros da Noite".

As músicas, muito bem compostas e dispostas numa ótima produção, nos dão aquele prazer nostálgico de apreciar metal direto, pesado e rústico. Aí que reside a graça da coisa.

Ron Cygnus (vocal), Filippe Lawmaker (guitarra), Rodrigo Exciter (baixo) e Guilherme Incitatus (bateria) conceberam temas que grudam na memória. Remetem ao metal mais veloz praticado por bandas como Running Wild, Digger, Maiden e Manowar.

As quatro primeiras faixas ("Unidos pelo Metal", "Princesa Infernal", "Guerreiros da Noite" e Ritual Satânico") são velozes e certeiras, e com certeza o destaque do play. O ponto alto pra mim é a faixa-título, com um excelente riff. As demais faixas seguem no pique, mas com mais cadência, Um detalhe curioso é "Ritual Satânico", A empresa responsável pela prensagem do CD recusou a fazê-lo, mesmo com contrato assinado, alegando que a música "fazia apologia à violência e sacrifícios humanos". Censura barata e sem sal. O instrumental soa perfeito e limpo, onde os solos de guitarra se mostram melódicos, com aquele cheiro maravilhoso dos 80, e os vocais, peça tão importante nesse tipo de metal clássico, soam honesto e interessante, respeitando seus limites.

Este é o segundo trabalho da banda, que já havia lançado "Batalhão Infernal" em 2006. Isso mostra que é possível criar música que soa nova e nostálgica ao mesmo tempo. Pra alguns vão ser taxados de cópia e até de ingênuos, para outros - onde me insiro - é uma saudável reverência e honestidade em favor da satisfação sonora do metal. Sabe aqueles CDs que você não cansa de ouvir? Este é um, muito mais interessante do que muito trabalho novo de megabanda por aí. Em tempo: ouvi muito mais "Guerreiros da Noite" do que "The Final Frontier".

Contatos:

http://www.myspace.com/comandonuclear
[email protected]




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Sobre Júlio Verdi

Júlio Verdi, 45 anos, consome rock desde 1981. Já manteve coluna de rock em jornal até 1996, com diversas entrevistas e resenhas. Mantém blogs sobre rock (Ready to Rock e Rock Opinion) e colabora com alguns sites. Em 2013 lançou o livro ¨A HISTÓRIA DO ROCK DE RIO PRETO¨, capa dura, 856 páginas, trazendo 50 de história do estilo na cidade de São José do Rio Preto/SP, com centenas de fotos, mais de 250 bandas, estúdios, bares, lojas, festivais e muitos outros eventos. Curte rock de todas as tendências, em especial heavy metal e thrash metal.

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