Resenha - Welcome 2 My Nightmare - Alice Cooper

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Por R. C. Sanches
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Nota: 3

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Alice Cooper é uma lenda do hard rock, isso não há dúvidas. Sua própria discografia mostra isso. Seu último disco "Along Came a Spider", de 2008, mostrava um artista que se reinventava de uma maneira que não fere suas raízes, o puro hard rock.

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Porém, essa reinvenção não é mostrada no seu mais novo álbum "Welcome 2 My Nightmare". Apesar do trocadilho com seu primeiro álbum solo, "Welcome To My Nightmare", de 1975, não se ouve no CD a mesma lenda do Hard Rock. O disco traz uma sonoridade muito pop para um álbum do Alice Cooper, o que soa muito diferente do esperado.

Já começa com a faixa de abertura que faz você pensar "O que é isso?". Há uma sonoridade muito computadorizada e muito parada para uma abertura de um disco do Alice Cooper, isso é caótico. O álbum segue-se com a impressão "Esse disco ainda não começou", e a música "Caffeine" começa, não é uma boa faixa e muito menos excelente, porém, poderia soar melhor aos ouvidos se não fosse a maldita finalização com sintetizadores e sons eletrônicos, que lembram uma nave do filme "Jornada Nas Estrelas". Uma faixa totalmente desperdiçada.

"The Nightmare Returns" é uma faixa com a intenção de introduzir a canção "A Runaway train", que é uma faixa que faz você pensar "Agora sim, agora o disco desencanta e mostra um bom hard rock". Mas não, a me*** já foi feita, não há como limpa-la. E segue-se a faixa "Last Man On Earth", indefinível... não sei o que dizer sobre ela, deixe seus ouvidos falarem por si.

"The Congregation" faz você, durante alguns instantes, pensar que o disco não é tão mal assim, mas ele é. O refrão dessa música é pavoroso, quebra o clima instaurado pelo resto da música, tudo é descompassado, é algo tenebroso para o nível do Alice Cooper.

"I'll Bite Your Face Off" é uma faixa que começa boazinha em si, é um hard rockzinho bem feitinho, mas chega o momento, que sempre tem nesse álbum, que é, "O momento de fazer me***" e se coloca no meio da faixa um pianinho totalmente deslocado na música.

Você acha, acredita, que não há como piorar, mas sim amiguinhos, há como piorar e, piora, com "Disco Bloodbath Boogie Fever". Você simplesmente se sente constrangido durante a audição da música. O disco segue-se com "Ghouls Gone Wild", o que era previsível torna-se realidade, você tem uma música de filme adolescente, divirta-se.

Olhe para os lados, veja se não há ninguém por perto e ponha a mão no coração e cante junto, a balada " Something To Remember Me By". Anime-se você só está na faixa dez, ainda há mais quatro faixas para serem depreciadas. " When Hell Comes Home" é uma música meio dark, meio pesada, meio heavy, meia boca...

Chega o super, hiper momento do álbum, é aquele momento que você pode afirmar "Alice Cooper fez porcaria". Essa é a canção com a popstar Kesha, uma canção pop eletrônica com guitarrinhas. Não ouça essa música com uma arma por perto, o suicídio é certo.

Não tenho mais palavras, mais argumentos, mais nada para dizer sobre o álbum, só que segue-se com duas faixas pops, no senses e abaixo do nível de Alice Cooper.

Ao final da audição você parabeniza a si mesmo por não se matar.

Welcome To YOUR nightmare (bem vindo ao seu pesadelo), onde um dos ícones do hard rock vira um artista pop.

Faixas:

01 I Am Made Of You
02 Caffeine
03 The Nightmare Returns
04 A Runaway Train
05 Last Man On Earth
06 The Congregation
07 I'll Bite Your Face Off
08 Disco Bloodbath Boogie Fever
09 Ghouls Gone Wild
10 Something To Remember Me By
11 When Hell Comes Home
12 What Baby Wants
13 I Gotta Get Outta Here
14 The Underture




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