Anvil: Décimo-quarto álbum da banda não decepciona
Resenha - Juggernaut of Justice - Anvil
Por Junior Frascá
Postado em 25 de setembro de 2011
Nota: 8 ![]()
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Realmente o documentário "Anvil! The History of Anvil" trouxe grandes frutos para os canadenses do ANVIL, banda formada no inicio dos anos 80. No DVD, a banda é retratada como injustiçada no meio heavy metal, não tendo conseguido o sucesso merecido, e mostra o anseio (que chegam até a ser ingênuos) dos músicos, principalmente dos fundadores Steve Lips Kudlow (guitarra e voz) e Robb Reiner (bateria) em se tornarem estrelas do rock, mesmo tendo por volta de 30 anos de carreira, e mantendo empregos "normais" para conseguirem sobreviver.
Mas a verdade é uma só: embora a banda tenha surgido com muito potencial, lançando grandes discos no começo da carreira, não consegui manter o nível, e acabou sendo esquecida pelo grande público, ao contrário de outras que surgiram na mesma época, como METALLICA e IRON MAIDEN. Não se trata, portanto, de uma injustiça por parte do público, mas sim por falta de regularidade nos lançamentos da banda.
E agora, com toda essa exposição que o documentário trouxe, a banda conseguiu a sonhada fama, com maior exposição ao público, tocando para platéias cada vez maiores, e teve a oportunidade de lançar um disco mais bem produzido, e com maior distribuição, que é este "Juggernaut of Justice", seu 14° lançamento. E o álbum não decepciona.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O som é aquele clássico heavy metal tradicional, com pitadas de hard rock e speedy metal, que a banda tem feito desde os seus primórdios, aliando entre músicas mais rápidas e outras mais cadenciadas e climáticas.
Lips continua um guitarrista mediano, mas muito criativo na composição de riffs empolgantes e solos bem encaixados, apesar de básicos como sempre. Contudo, seus vocais estão muito melhores neste disco, tendo sido favorecidos pela gravação mais encorpada do trabalho, e lhe proporcionou incluir novos recursos em sua voz.
Mas o grande destaque do trabalho é Robb Reiner, um verdadeiro monstro das baquetas, que mesmo não sendo técnico como outros bateristas, possui uma pegada fantástica, e um estilo todo próprio de tocar seu instrumento, deixando o som da banda muito mais interessante. Quem teve oportunidade de conferir a passagem da banda pelo Brasil pode conferir o toda a competência de Robb.
Como destaques do trabalho, podemos citar a pesada faixa título, com riffs ora mais pesados, ora mais na linha do hard rock, e um refrão básico mas matador; "When All Hell Breaks Loose", mais rápida e com guitarras alucinantes, sendo a melhor do trabalho, com Robb praticamente agredindo seu kit de bateria, e Lips cantando como nunca; a hard "On Fire", com um refrão bem grudento; e a cadenciada "Conspiracy", com um clima bem pesado e soturno, repleta de riffs fenomenais.
"Juggernaut of Justice" é, portanto, um bom disco, e mesmo não sendo um clássico imediato, tem tudo para manter o sucesso que o ANVIL vem galgando ultimamente, sendo forjado com muita garra e paixão pelo estilo. Confiram.
Juggernaut of Justice - Anvil
(2011 – The End Records – Nacional)
Track List:
1. Juggernaut of Justice
2. When All Hell Breaks Loose
3. New Orleans Voo Doo
4. On Fire
5. Fukeneh!
6. Turn It Up
7. The Ride
8. Not Afraid
9. Conspiracy
10. Running
11. Paranormal
12. Swing Thing
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