Pain Of Salvation: Um registro imponente e importante
Resenha - Road Salt One - Pain Of Salvation
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 17 de julho de 2011
Nota: 9 ![]()
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Para muitos, Daniel Gildenlow pode ser apontado como um dos melhores compositores do rock/metal progressivo contemporâneo. Não por acaso que o músico sueco conquistou esse rótulo. O currículo do PAIN OF SALVATION, verdadeiramente consistente desde que produziu o álbum "The Perfect Element" (2000), possui uma riqueza incomparável de referências que encontrou provavelmente o seu ápice em "Road Salt One". As influências dos anos 70 deram um novo e interessantíssimo contorno às particularidades sonoras da banda.
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Em atividade desde 1991, o PAIN OF SALVATION conquistou certa notoriedade por não se prender a um conjunto restrito de influências musicais. Os primeiros discos do grupo, mesmo sem apresentar nenhuma inovação para o gênero, mostrou como o quarteto sueco conseguia (e continua conseguindo) unir de forma extremamente eficiente características do metal melódico e do hard rock aos elementos progressivos. Com passar dos anos, Daniel Gildenlow & Cia mostraram qualidade em outras abordagens sonoras – como, por exemplo, as pitadas eletrônicas encontradas no ótimo "Scarsick" (2007). Porém, em "Road Salt One" o grupo não só inovou como mostrou dominar o rock clássico, baseado em expoentes do gênero progressivo como DEEP PURPLE e RUSH. O resultado é surpreendentemente coeso e digno dos maiores elogios.

Na versão digipack de "Road Salt One" existem pequenas mudanças em relação ao formato tradicional do disco. De certa forma, a inclusão da ótima introdução "What She Means to Me" pode ser apontada como a principal novidade entre as duas edição. De resto – além da bonita embalagem –, apenas um minuto e meio a mais em "No Way", provavelmente a faixa mais intensa e qualificada da obra, que pouco influenciou o resultado final. Daniel Gildenlow (vocal, guitarra e baixo), Johan Hallgren (guitarra), Fredrik Hermansson (teclado) e Léo Margarit (bateria) acertaram em cheio na abordagem mais crua e visceral dada ao rock progressivo aqui. Outras faixas mais cadenciadas – uma marca profunda na trajetória do PAIN OF SALVATION – como "She Likes to Hide" e "Sisters" aparecem com destaque no repertório do disco.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Embora bastante descaracterizado em relação aos seus primeiros registros de estúdio – fator que certamente deve torcer o nariz de muito fã conservador –, o quarteto sueco possui em sua imprevisibilidade musical a sua maior qualidade nessa nova empreitada. As influências são ricas e as faixas são extremamente diferentes entre si. Porém, nada soa perdido em uma salada de música progressiva sem sentido. A genialidade de Daniel Gildenlow está justamente na sua capacidade de unir cada uma dessas partes tão ímpares de "Road Salt One" em um único contexto maior. Depois da introspectiva "Of Dust" (outro destaque do álbum), os suecos mostraram uma ótima pegada nas mais agitadas "Tell Me You Don’t Know" e "Linoleum" – outra faixa sensacional criada pelo PAIN OF SALVATION aqui.

O lado mais obscuro de "Road Salt One" possui em "Darkness of Mine" o seu principal representante. O restante do álbum – muito mais direto se comparado com os antecessores "Scarsick" (2007) e "Remedy Lane" (2002) – passa com naturalidade diante dos ouvidos dos fãs (até mesmo dos mais atentos e exigentes). Na média de quatro minutos, músicas como "Curiosity" e "Where It Hurts" intercalam as facetas mais viscerais e obscuras do rock/metal progressivo do conjunto, mas infelizmente sem o mesmo brilho de outras faixas. Embora com as mesmas características, a cadenciada "Road Salt" e a relativamente agitada "Innocence" encerram o álbum mesmo o mesmo pique do seu início – é verdade – mas de modo muito eficiente.

Por mais que seja denominado como um álbum transgressor, "Road Salt One" evidencia uma evolução extremamente natural e bem arquitetada na sonoridade do PAIN OF SALVATION. O novo álbum do conjunto – mesmo que difícil de rotular ou de comparar com os antecessores – é um registro imponente e importante para a carreira dos suecos. A performance coesa de Daniel Gildenlow & Cia. contornou o disco do início ao fim e é claramente o fator que diferencia o PAIN OF SALVATION de muitos outras bandas que ainda buscam o seu devido lugar ao sol. Em prova, a originalidade – e a genialidade do seu principal compositor – é o que prevalece aqui em quase uma hora de rock/metal progressivo.
Track-list:
01. What She Means to Me
02. No Way
03. She Likes to Hide
04. Sisters
05. Of Dust
06. Tell Me You Don’t Know
07. Sleeping Under the Stars
08. Darkness of Mine
09. Linoleum
10. Curiosity
11. Where It Hurts
12. Road Salt
13. Innocence

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