Unsun: Mais um Pop Gothic Metal com vocal feminino
Resenha - Clinic for Dolls - Unsun
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 27 de abril de 2011
Nota: 5 ![]()
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A questão aqui é simples: você gosta daquele pop gothic metal com vocais femininos, executado por bandas como o Lacuna Coil? Se sim, ouça o Unsun. Se não for a sua praia, passe longe.

Formado na cidade polonesa de Szczytno em 2006, a banda de Aya (vocal), Maurycy Stefanowicz (guitarra), Filip Halucha (baixo) e Wawrzyniec Dramowicz (bateria) é mais conhecida por ser o novo grupo de Maurycy, o "Mauser", ex-guitarrista do Vader. Mauser gravou cinco discos com o Vader – "Litany" (2000), "Revelations" (2002), "The Beast" (2004), "Impressions in Blood" (2006) e "XXV" (2008) -, e, pelo que você já deve ter imaginado, faz um som bem diferente no Unsun.
"Clinic for Dolls", lançado lá fora em 11 de outubro de 2010, é o segundo álbum do Unsun – o debut, "The End of Life", saiu em 2008. O disco é muito bem produzido, embalado por uma performance instrumental bem executada e pretensamente agressiva, e um visual gótico de butique.
O encarte, com citações de nomes como Oscar Wilde, Jim Morrison, Fryderyk Nietzsche e outros, tenta transmitir uma sensação de profundidade artística e intelectual, mas só consegue transparecer uma pretensiosa e rasa filosofia. O mesmo encarte traz impressa a frase "creativity is the art of taking a fresh look at old knownledge". Sugiro que a banda aprenda com a sua própria dica da próxima vez, porque o que ouvimos em "Clinic for Dolls" não tem nada de original ou criativo, e apenas recicla ideias já exploradas com um brilhantismo muito maior por outros grupos.
A simpática "The Lost Way" abre o play, seguida pela faixa-título, cujas linhas vocais são exageradamente pops. Em uma avaliação menos criteriosa, "Not Enough" até passaria, mas se elevarmos um pouco o nível de exigência ela não sobrevive, assim como a grande maioria das faixas do álbum. A balada "The Last Tear", levada ao piano, tem tudo para cair no gosto dos órfãos de Amy Lee e seu Evanescence. A pesada "Home" se destaca pelo bom instrumental, enquanto "I Ceased" tem seus méritos.
O álbum melhora consideravelmente no seu final, com as duas últimas músicas, "A Single Touch" e "Why", apresentando elementos que o Unsun poderia ter explorado com mais profundidade no restante do disco, como uma maior dose de peso nas composições, melodias de guitarra mais elaboradas e linhas vocais que fogem do óbvio.
De uma maneira geral, "Clinic for Dolls" é um álbum sem maiores atrativos, sem brilho e com composições de qualidade discutível. Não há praticamente nada que justifique a sua audição, a não ser uma ou outra faixa em um momento isolado. Até mesmo no segmento em que se enquadra, o pop metal com elementos góticos, o som do Unsun soa repetitivo e sem nenhum diferencial.
A não ser que você seja um ferrenho fã do estilo, nada justifica a aquisição de "Clinic for Dolls" para a sua coleção.
Faixas:
1 The Lost Way
2 Clinic for Dolls
3 Time
4 Mockers
5 Not Enough
6 The Last Tear
7 Home
8 I Ceased
9 A Single Touch
10 Why
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