Dropkick Murphys: Todos ouvem, quase ninguém conhece
Resenha - Going Out In Style - Dropkick Murphys
Por Renato Trevisan
Fonte: ocaralhoa4.blogspot.com
Postado em 29 de março de 2011
Nota: 10 ![]()
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Creio que todo mundo aqui conhece pelo menos uma música do Dropkick Murphys, mas nem sabe da existência da banda. É pessoas, que levante a mão quem nunca ouviu "I'm Shipping Up to Boston", música usada constantemente no programa Pânico na TV e que foi trilha sonora do filme "Os Infiltrados", que até ganhou Oscar em 2006. Essa semana eu ouvi o novo álbum da banda, e me animei tanto que fui à procura da história do grupo e, apenas ontem, liguei os pontos e descobri que essa é a banda que compôs uma das músicas mais fodas da história.

"Going Out In Style", sétimo disco do grupo formado em 1996, foi lançado dia primeiro de Março e traz aquela mistura bem inusitada de Punk, Hardcore e música Celta que a banda apresenta desde sempre. Comentando sobre esse disco com o Spacek no msn, consegui descreve-lo perfeitamente em apenas uma frase, que foi: "Mano, sabe aquele tipo de música que te dá vontade de levantar, pegar uma cerveja e sair pulando e cantando por aí? É assim o disco todo."
Sério, depois de Eluveitie, Dropkick foi a melhor coisa que apareceu no cenário Celta do Rock/Metal. E olha que eu não suporto Punk Rock, mas aqui tudo muito perfeito. Nunca vi algo parecido com o som deles antes, pois é música celta tocada com alegria e velocidade, contagiante pra caralho. O som é regado a violas, flautas, banjos, mandolins, gaitas e o caralho a 4 e, tudo combina perfeitamente com a parte "elétrica" da banda, pois guitarra, baixo e bateria são apenas coadjuvantes aqui, dando apenas a condução e o clima mais "rocker", visto que até os vocais ficam no meio termo entre o Folk e o Punk. Vale ressaltar o bom humor da banda, que começa no próprio nome, já que "Dropkick Murphys" é uma espécie de centro de reabilitação em Connecticut. As letras também são bem humoradas e alegres, combinando perfeitamente com a proposta do som, o vocalista é quase um Jack Black e, pra finalizar, temos até a presença de um humorista fazendo participação no disco. Além disso, até Bruce Springsteen cantou em uma música também.
E, se eu continuar a resenha, vou ficar pagando pau e babando ovo pra banda, tamanha qualidade de seu som. O álbum começa com o astral alto e termina melhor ainda, logo, se você se pegar cantarolando refrões e batendo o pé justo na primeira audição, não estranhe, pois deve acontecer com todo mundo que ouvir esse disco. Então, a nota não poderia ser outra senão 10! 10! e 10!
* Al Barr – lead vocals
* Ken Casey – bass guitar, lead vocals
* Matt Kelly – drums, bodhran, vocals
* James Lynch – guitar, vocals
* Josh "Scruffy" Wallace – bagpipes, tin whistle
* Tim Brennan – guitar (2008-present), mandolin accordion, vocals
* Jeff DaRosa – acoustic guitar, banjo, bouzouki, keyboard, mandolin, whistle, organ, vocals
1. "Hang 'Em High" – 3:59
2. "Going Out in Style" (feat. Fat Mike, Chris Cheney and Lenny Clarke) – 4:08
3. "The Hardest Mile" – 3:26
4. "Cruel" – 4:21
5. "Memorial Day" – 2:59
6. "Climbing a Chair to Bed" – 2:59
7. "Broken Hymns" – 5:03
8. "Deeds Not Words" – 3:41
9. "Take 'Em Down" – 2:11
10. "Sunday Hardcore Matinee" – 2:43
11. "1953" – 4:14
12. "Peg o' My Heart" (feat. Bruce Springsteen) – 2:20
13. "The Irish Rover" (feat. Pat Lynch) – 3:39
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