Omnium Gatherum: Elevando o Death Metal a outro nível
Resenha - New World Shadows - Omnium Gatherum
Por Roberto A
Postado em 08 de março de 2011
Este é o mais recente cd da Omnium Gatherum, banda de Death Metal Melódico da Finlândia. O disco é nada mais nada menos que espetacular. Pelo menos há uma semana não consigo deixar de ouvi-lo. Eleva o Death Metal a outro nível, colocando melodia na mistura – e me espantou a qualidade da produção, tudo muito nítido, belo e acessível.

Começamos com "Everfields"… Magnífica! Guitarras ao contrário dão vez à batida tribal, com um baixão muito bem timbrado em destaque, e tecladeira soturna. Tudo isso preparando a cama pra cacetada que vem logo: pedal duplo animal e distorções maravilhosas. A faixa já dá pistas do discão que os sujeitos fizeram. Um soberbo solo de guitarra logo rola, e o vocal vomitando: "Eu o escuto/Eu o vejo/Eu o provo/O perfume está no ar/Eu nunca estive aqui, nem nunca saí/E a caminhada, oh a caminhada/Meus pés estavam cansados/E minha alma estava no meio do caminho para uma sombra". Musicaço, na sincera.
Seguimos com "Ego", uma cacetada mais rápida e direta, e com mais melodia inclusive. Tem um quê de épica. Espantoso que um vocal gutural soe tão límpido como nesse disco – tudo muito pesado e, como eu disse há pouco, ao mesmo tempo acessível. Sinceridade comendo solta: "Fabuloso e ridículo/Feitiços e névoa/Conspícuo/Mas o que de fato é real para nós/Vivendo/Ficando fortes/Um dia você se vai/Seguiu em frente/E a espiral foi concluída". Timbres muito bem colocados e solo ótimo. Longe de exagero, basta ouvir.
A terceira dá título ao álbum e é arregaçante… Cole mais o volume. Tensa, urgente, e com uma semelhança mutíssimo bem vinda com Faith No More, em seus melhores e mais pesados momentos. Esta desde já é candidata a uma das melhores canções do ano: viril, e com distorções maravilhosas! Realmente, complica crer no que se ouve em determinado ponto, tamanha a qualidade da parada. "Você está programado não para brincar/Mas para morrer/Cego".
"Soul Journeys" pega pesado, num crescendo neurótico apoteótico programado, com tecladeira animal e pegada viral. O CD não deixa o pique variar e nem dá tempo pra respirarmos. Guitarras espertas temperam tudo com muita melodia e bom drive, além de uma pegada irada dos caras.
Em "Nova Flame", a próxima, prestem atenção especial na pegada do baterista: pratos límpidos, caixa na cara e levada bestial. O vocalista vai direto ao ponto: "A Primeira lei é ser/A segunda tem olhos para ver/A terceira é cheia de mistério/De quantas você precisa?/O que é necessário?". Solo tenso, no qual os arranjos espetaculares já não surpreendem, pois estão no disco inteiro. "An Infinite Mind" inova e renova o lance, apresentando (em algumas partes da música) algo curioso: o vocal caractérístico do Death Metal sob algumas bases limpas, ficando simplesmente muito interessante o mix – confiram, mas colem o volume.
"Watcher Of The Skies" é uma instrumental atomosférica, com guitarras limpas no início, harmonia bem pensada e solos que por si só compensariam o CD. O instrumental é maravilhoso e abre caminho para paulada magnífica "The Distance".
Me alegra ver que o Metal está se renovando com grandes artistas, como estes sujeitos.
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