Lacerated and Carbonized: Death Metal na linha mais extrema
Resenha - Homicidal Rapture - Lacerated and Carbonized
Por Marcos Garcia
Postado em 01 de fevereiro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A cena brasileira talvez seja a maior produtora de novos talentos em todo mundo, talvez devido às dimensões continentais do país, talvez pela latinidade extremamente latente da cultura mestiça. Seja lá qual for, é fato que muitas novas bandas que aqui surgem fazem bonito, a ponto de eclipsar bandas gringas com trabalhos que nada perdem próximo deles, mesmo com todas as dificuldades que existem aqui, vencidas com garra e coragem. E o LACERATED AND CARBONIZED, quarteto de Death Metal do Rio de Janeiro já bem conhecido no underground, é um testamento vivo disso.

Adeptos de uma sonoridade extremamente brutal, ora rápida, ora mais cadenciada, mas com uma boa técnica, refinada pela experiência que a estrada lhe conferiu. Seguindo a linha mais extrema do Death Metal, na mesma veia do ABORTED, IMPALED, CATTLE DECAPTATION, CANNIBAL CORPSE antigo e outras do mesmo quilate, embora tenha personalidade extremamente, e que chega até nós depois de um Demo CD (‘Chainsaw Deflesher’, de 2007) e um Single (‘Darkened Spite’, de 2010), mais uma extensa tour pela América do Sul ano passado ('Homicidal South American Tour'), com seu primeiro full length, ‘Homicidal Rapture’, que veio ao mundo depois de um parto bem difícil, com várias dificuldades até seu lançamento, mas finalmente, mas que valeu cada segundo da espera.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A arte do CD é muito boa e bem feita, e quando o facho de laser toca o disquinho, sai de baixo, pois temos um autêntico massacre sonoro feito com vocais guturais ensandecidos, bases de guitarra chapantes e solos bem feitos, e além de baixo e bateria absurdamente pesados e técnicos.
As músicas em si são niveladas por cima, pois essa banda sabe o que quer fazer e como fazer muito bem feito, com destaques para faixas como ‘Obliteration of Mass Deceit’, que abre o CD com muita garra e pancadaria; a curta ‘Cephalic Crusher’, que começa mais cadenciada, mas que ganha velocidade, graças aos bumbos absurdamente rápidos; a faixa título, ‘Homicidal Rapture’, outro abuso de brutalidade e técnica, com alternância entre momentos velozes e outros mais lentos, com ótimas guitarras, contribuição de Caio Mendonça; ‘Mundane Curse’, com a base de Paulo Doc (baixo) e Victor dando suporte aos urros de Jonathan, em uma faixa bem intensa; ‘Darkened Spite’, com muitas variações de andamento, deixando críticos do Death Metal de bocas fechadas; ‘Chainsaw Deflesher’, com momentos de uma cadência que empolga e faz a cabeça balançar sozinha, mesmo efeito que temos na excelente ‘Triune Filth’; e em ‘Abiogenesis’, o CD fecha com uma de suas melhores faixas, bem trabalhada e com guitarras bem técnicas.
A banda tem um futuro muito bom, espero que cheguem longe, e já pode ser citada como uma das grandes revelações do ano, mesmo estando ainda em seu início.
O Metal Nacional merece mais bandas assim.
Formação:
Jonathan Cruz – Vocais
Caio Mendonça – Guitarras
Paulo Doc – Baixo
Victor Mendonça – Bateria
Tracklist:
01. Obliteration of Mass Deceit
02. Psychoactive Heritage
03. Cephalic Crusher
04. Homicidal Rapture
05. Mundane Curse
06. Darkened Spite
07. Chainsaw Deflesher
08. Seeds of Hate
09. Triune Filth
10. Abiogenesis
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário guitarrista que Steve Vai considera "um mestre absoluto"
Membros do Iron Maiden não deram depoimentos a documentário de Paul Di'Anno
Como era o baixista Cliff Burton, de acordo com as palavras de Scott Ian
A música que David Gilmour usou para fazer o Pink Floyd levantar voo novamente
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
Os 5 álbuns favoritos de Dave Mustaine de todos os tempos, segundo o próprio
As 10 piores músicas do Slipknot, de acordo com a Louder Sound
Pearl Jam já tem novo baterista, revela Dave Krusen
A melhor música que Bruce Dickinson escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
O hit "proibido para os dias de hoje" que dominou os anos 80 e voltou sem fazer alarde
Cult of Fire toca em São Paulo música dedicada a falecido amigo brasileiro
Você sabe tudo sobre Iron Maiden? Responda esse desafio de 30 perguntas e descubra
Para ex-guitarrista do Megadeth, álbum com Kiko Loureiro representa essência da banda
Kurt Cobain: Renato Russo "previu" sua morte poucos dias antes
A história de "Changes", uma das músicas mais tristes da história do Heavy Metal
Regis Tadeu e os vinte maiores guitarristas do Brasil
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes

