Chakal: item importante para colecionadores ou curiosos
Resenha - Man Is His Own Jackal; Death Is A Lonely Business - Chakal
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 04 de fevereiro de 2010
Ainda que a cena do Heavy Metal brasileiro tenha começado a liberar seus álbuns relativamente tarde se comparada às outras nações, inegavelmente alguns se tornaram frutos importantíssimos para o underground mundial, em especial os lançados pelas bandas do chamado Triângulo Mineiro. O Chakal iniciou suas atividades na Belo Horizonte de 1985 e, ainda que não se tornasse relevante a nível internacional, certamente marcou presença entre os headbangers tupiniquins na época.

Nos últimos anos a Cogumelo Records vem resgatando algumas pérolas de nosso underground que constam em seu vasto catálogo. Sobre o Chakal, a série ‘Cogumelo Remasters’ liberou em 2006 uma edição especial do debut "Abominable Anno Domini" (87) com duas faixas do EP "Living With The Pigs" (88), todo remasterizado e em uma cuidadosa edição em digipak. E a coisa não parou por aí...
Dando continuidade a esse processo, no final de 2008 – alguém pode nos desculpar pela resenha bastante atrasada? – chegou a vez do segundo e terceiro álbuns, "The Man Is His Own Jackal" (90) e "Death Is A Lonely Business" (91), no formato dois-em-um e embalado por um projeto gráfico bastante completo e no formato slipcase.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Voltando um pouco no tempo, neste ponto de sua trajetória o Chakal já havia conquistado admiradores com a brutalidade áspera dos já citados "Abominable Anno Domini" e "Living With The Pigs". Mas, a partir daí, a banda começou a estudar suas opções, pois o vocalista Korg havia abandonado seu posto para se juntar ao The Mist em 1989, e foi somente no ano seguinte que retornou com "The Man Is His Own Jackal", tendo em sua formação Marcelo L. (voz e baixo), Mark (guitarra), Eduardo Simões (guitarra) e Wizz (bateria).
Este terceiro álbum mostrava um Chakal ainda selvagem, porém mais experiente e se preocupando com muitos dos detalhes de suas composições. A 'tosqueira' insana de outrora agora estava planejada e cada vez mais delineada como um Thrash Metal realmente visceral, com estruturas mais complexas e pitadas de melodias, além de riffs que arrebataram muitos elogios pela criatividade. Há ótimas faixas, como a veloz abertura "Feel No Pain", "Silence N' Peace" e "Santa Claus Has Got Skin Cancer" (mas esse não é um título muito bizarro...?).
Com a boa repercussão deste registro, em 1991 os mineiros retornam com aquele que é considerado como seu mais bem produzido álbum até então. "Death Is A Lonely Business" trouxe Sérgio nas vozes e mostrou que a evolução continuava, tendo como tendência geral a exploração do groove, como na ótima "Mind Cries Body Dies". Vale mencionar ainda que esta nova edição em CD apresenta um bônus instrumental e inédito chamado "The End Is Near", que inicialmente seria a introdução do "Death Is A Lonely Business" original.
Após este álbum, o Chakal parou suas atividades por anos. O retorno aconteceu com o antigo vocalista Korg, onde liberaram em 2003 o experimental "Deadland" e no ano seguinte voltaram a pisar fundo no Thrash Metal com "Demon King". Mas estas são outras histórias...
É certo que "The Man Is His Own Jackal / Death Is A Lonely Business", com seus arranjos furiosos e um bom humor bem sacado em várias de suas letras, estão longe de serem obras-primas. Mas estas relíquias ainda convencem, e somente seu valor histórico já o torna um item importantíssimo para constar na prateleira de qualquer colecionador ou curioso em conhecer os primórdios do Heavy Metal no Brasil.
Contato: www.myspace.com/chakalbr
Chakal - The Man Is His Own Jackal / Death Is A Lonely Business
(2008 / Cogumelo Records - nacional)
The Man Is His Own Jackal (1990):
01. Feel No Pain
02. Silence N' Peace
03. Acme Dead End Road
04. Holobyte
05. Hangover
06. Santa Claus Has Got Skin Cancer
07. In Vain
08. S.S.C. 333
09. Synthetic Tears
Death Is A Lonely Business (1991):
01. Before It's Too Late
02. Mind Cries Body Dies
03. Panic In The Fast Food
04. Fear Of Death
05. Beholder
06. A Certain Afternoon (instrumental)
07. Choked
08. Useless Denial To Hear
09. The End is Near (bonus instrumental)
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