Bon Jovi: uma banda a ser respeitada e odiada por muitos

Resenha - Circle - Bon Jovi

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Por Alex Heilborn
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Mais uma vez o quarteto de New Jersey surpreende seus fãs e a chamada "crítica especializada" (talvez não tão positivamente) com mais um álbum de estúdio onde um ciclo se encerra e mais uma nova era se inicia, devidamente intitulado "The Circle". Além do CD versão simples, há a opção deluxe com o DVD do documentário que comemora seus 25 anos de carreira para acompanhar o livro autobiográfico "When we were beautiful".
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Em seu 11° album de estúdio, a banda retoma seus álbums anteriores como inspiração, incluindo a grande época de "Slippery When Wet" e "New Jersey" nas faixas "We Weren't Born To Follow", "When We Were Beautiful" e "Work For The Working Man". A primeira lembra uma releitura de "Born To Be My Babe" e a terceira remete à clássica "Livin' On a Prayer".

Ok, isso quer dizer que eles voltaram as raízes?

Bem, podemos dizer que sim, porém não exatamente as dos anos 80 e sim as raízes que fizeram a banda ser conhecida e vender mais de 120 milhões de álbums, tocando para mais de 34 países e fechado 2008 como a maior turnê de rock do ano!

Faixas como "Superman Tonight" e "Thorn In My Side" trazem o pop rock que estamos acostumados desde "It's My Life", já "Bullet" e "Happy Now" retornam aos álbums definitivos do "hard contemporâneo" mais comercial apresentado em "Keep The Faith" (1992) e "Bounce" (2002), que também foi seguido por grandes como Paul Stanley, Def Leppard, Scorpions, etc.

Mas é a épica "When We Were Beautiful" que mostra ao mesmo tempo nostalgia e amadurecimento, alcançados nesses anos de carreira.

Jon não é mais o grande vocalista que costumava ser e isso acaba sendo decepcionante, mas Richie Sambora e Tico Torres retornam em grande estilo em suas funções e fazem de "The Circle" uma surpresa para quem gosta de bons riffs e batidas precisas.

"The Circle" chega em uma época onde nao só americanos mas o mundo quer acreditar que a mudança de um presidente seja positiva e suas letras passam a mensagem que devemos continuar lutando pra que isso aconteça!

Isso faz de Bon Jovi uma banda a ser respeitada e odiada por muitos, mas também a maior sobrevivente dos anos 80, não seguindo modas ou fases como muitas outras e sim tocando seu pop hard desde seu início, sendo mais pesado ou romântico e comercial, porém sendo honesto com seus fãs e amadurecendo a cada lançamento.

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Sobre Alex Heilborn

Meu nome é Alex Heilborn, tenho 33 anos e tenho feito parte do mundo Rock, Hard e Heavy, como produtor de eventos, intérprete e repórter por 19 anos. Fiz algumas coberturas de eventos como Skol Rock 97 e entrevistei Jason Bonham, Dio, Bruce e Klaus Meine, outros como Matt Sorum, Ian Astbury e Billy Duff do Cult em Sp e em Campinas, o Michael Vescera e o Quiet Riot, Blaze Bailey, Paul Dianno,Tracii Guns, e outros.

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