Rebellion: agora com personalidade e sonoridade próprias
Resenha - Arise: From Ginnungagap to Ragnarök - Rebellion
Por Diógenes Soares
Postado em 14 de agosto de 2009
Chegando ao seu 5º álbum de estúdio, os alemães do Rebellion demonstram uma evolução nítida. O que antes sempre era lembrado por se tratar da banda dos ex-integrantes do Grave Digger, Uwe Lulis e Tomi Göttlich, agora começa a tomar ares distintos apresentando personalidade e sonoridade própria.

A banda está mais pesada e agressiva, com os vocais de Michael Seifert em alguns momentos beirando o death metal. O lado lírico do álbum apresenta a 3ª parte da saga nórdica "The History of The Vikings", iniciada no álbum "Sagas of Iceland" de 2005.
Desta vez, chega-se ao clímax da mitologia viking tratando-se do Ragnarök, o crepúsculo dos deuses, a teoria de combate final no ataque à morada dos deuses (Asgard), o qual os vikings acreditavam tratar-se do fim do mundo. Eis que a banda então recria em suas composições, todo o contexto citado em músicas como "War" (a guerra entre os deuses defensores de Asgard e seus inimigos), "Odin" (reconhecido pela maioria dos vikings como o deus principal, o deus mais sábio), "Thor" (deus do trovão, protetor de camponeses e marinheiros), "Loki" (personagem símbolo da mentira e duplicidade, que vivendo junto aos deuses, secretamente prepara o ataque à Asgard), "Rune" (a escrita viking de forma retilínea grifada em pedras, ossos ou metal, de importante valor para conhecer a mitologia viking quando decifrada), entre outras canções que prendem aqueles ouvintes que se interessam por essa rica epopéia.
O lado musical está soberbo e grandioso como sempre, porém, de mais fácil assimilação que os álbums anteriores, numa forma mais direta e com arranjos de ótimo gosto e mais "grudentos", digamos assim. Acredito que "Arise: From Ginnungagap to Ragnarök", talvez venha a ser um divisor de águas na carreira do Rebellion e que possa fazer a banda crescer consideravelmente no cenário metálico mundial.
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