Bulletmonks: familiar e desafiadora ao mesmo tempo
Resenha - Weapons of Mass Destruction - Bulletmonks
Por Fábio Cavalcanti
Postado em 28 de junho de 2009
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Antes de tudo, quem costuma ler minhas resenhas deve ter notado o excesso de matérias sobre bandas antigas, especialmente aquelas que continuam lançando obras relevantes até hoje, ou que "voltaram dos mortos" com ótimos trabalhos. E não podemos negar que tais bandas vêm ocupando mais espaço nos "tops" anuais de muita gente mais antenada em novidades de bandas de (quase) todos os estilos e épocas. Mas, vez ou outra, alguma banda nova aparece para nos chocar, e da melhor forma possível. E a banda da vez é o Bulletmonks!

Indo direto ao que interessa, o Bulletmonks é um quarteto alemão que toca hard rock, encontrando um meio-termo entre o som mais elaborado de bandas clássicas como Led Zeppelin e Black Sabbath, e a simplicidade de bandas atuais como Danko Jones e Velvet Revolver, mas quase sempre com um "tempero metaleiro" e letras cheias de atitude. Com isso, a banda surge com uma sonoridade que é familiar e desafiadora ao mesmo tempo. E o seu álbum de estréia, "Weapons of Mass Destruction" (2009) nos mostra isso muito bem!
A faixa de abertura "No Gain Just Pain", com um vocal rasgado, riff contagiante, bateria veloz, e até uma inusitada passagem lenta, mostra que Tyler Voxx (voz e guitarra), 'Dangerous' Dan (guitarra), Spreace Jackson (baixo) e 'M.Dogg' (bateria) não estão de brincadeira! E falando em velocidade, os fãs do Motorhead vão se deliciar com as faixas "Canned Insanity" e "We're All Fucked", nas quais até as letras são arrepiantes.
A "bluesy" "My World's A Show" nos remete ao melhor do hard rock setentista, com direito a um ótimo solo de guitarra e "trechinho veloz" no maior estilo Led Zeppelin. E ainda no terreno do blues rock, "Downtown Is Dead" é simplesmente um dos destaques do álbum. Já "Hang On Lord" é um stoner rock que traz bastante peso e até uma boa passagem de doom metal.
A faixa "Never Be A Wannabe" mostra que os Bulletmonks também se saem muito bem ao investir no seu lado mais irreverente, através de uma temática divertida e arranjos igualmente divertidos que misturam rock 'n' roll, southern rock e uma pitadinha de country rock. O quarteto ainda manda bem nos "grooves" das suingadas "Lifestyle Junkie", "Under The Black Sun", e da "quase thrash" "I Am". E se tivermos que citar algum ponto negativo, este fica por conta do rockão básico "Tentacle", uma faixa que é apenas... bacaninha.
No fim, "Weapons of Mass Destruction" faz valer o título, com os Bulletmonks trazendo mesmo suas "armas pesadas". Mas, como aquele papo de "banda da vez" é um tanto relativo, podemos ver que o grupo não faz o som "certo" para o grande público, e por isso vai ficar em segundo plano. Agora é esperar que os rapazes não possuam grandes objetivos comerciais, e que continuem nos presenteando com ótimos trabalhos!
Músicas:
1. No Gain Just Pain
2. My World's A Show
3. Lifestyle Junkie
4. Under The Black Sun
5. I Am
6. Canned Insanity
7. Downtown Is Dead
8. Never Be A Wannabe
9. Hang On Lord
10. We're All Fucked
11. Tentacle
12. No Gain Just Pain [Bônus - Acústica]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
Ex-guitarrista do Scorpions, Uli Jon Roth se apresentará em São Paulo em janeiro
A música do Led que parece fantasia, mas nasceu de uma bronca de Robert Plant com a polícia
Lita Ford lança "Dracula", sua primeira música inédita desde 2012
Como Kurt Cobain foi a causa do som ruim de um álbum do Black Sabbath
Nicko McBrain critica voz atual de Axl Rose e revela tentativa frustrada de reconciliação
Motionless in White se apresentará no Brasil em março de 2027
Saxon lança "Medusa", faixa de seu próximo disco de estúdio
Bruce Dickinson tocará músicas inéditas em sua próxima turnê, anunciada nesta terça-feira
O pior disco do Kiss: Paul Stanley escolhe dois, e Marty Friedman discorda
Cinco nomes importantes do punk que John Lydon não suporta, incluindo o Green Day
O sucesso de 1977 que Paul McCartney reconheceu como praticamente cópia de uma música dos Beatles
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
"Hi Regis, I'm Paul!": o dia em que Paul McCartney ligou para Regis Tadeu
Raul Seixas - O significado de "faça como fez Sinatra, compre um carro e vá embora"
O hit de Raul Seixas que mistura filosofia com vulgaridade que Zé Ramalho queria ter feito

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



