Rush: banda veterana que redescobriu o prazer e a diversão

Resenha - Snakes and Arrows Live - Rush

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Por Doctor Robert
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Uma banda veterana que redescobriu o prazer e a diversão. Assim pode ser resumido o que se vê neste novo DVD do power trio canadense. A cada detalhe que se vê na tela, seja na apresentação ao vivo, seja nos demais detalhes, do menu aos extras, temos a nítida impressão de que Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart curtiram cada momento registrado aqui, talvez mais até do que seus próprios fãs.
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Desta vez a performance escolhida para filmagem foi na Holanda. E, como se fosse possível, a banda se mostra cada vez mais afiada e ainda melhor técnica e musicalmente. O repertório, sabiamente, inicia passando por diversos clássicos para depois mergulhar no material novo, do excelente “Snakes and Arrows”. Ao longo do set list, tem pra todos os gostos: as faixas obrigatórias de sempre (“Limelight”, “The Spirit Of Radio”, “Tom Sawyer” – com uma participação especialíssima da galerinha do desenho “South Park” – “YYZ”); clássicos que vez ou outra retornam ao repertório (a magistral “Subdivisions” e seu arranjo de bateria inesquecível, a belíssima “Mission”, “Distant Early Warning”, a excepcional “Natural Science”), canções esquecidas resgatadas (a grande “Entre Nous”, do álbum “Permanent Waves”, além das boas surpresas como “Circumstances”, de “Hemispheres”, “A Passage To Bangkok”, de “2112” – com a volta do velho baixo Rickenbacker roncando nas mãos de Geddy Lee– e “Witch Hunt”, do obrigatório “Moving Pictures”)...

A nítida impressão de divertimento vem principalmente quando os três resolvem brincar de atores. A começar do menu do DVD, com Alex Lifeson encarnando uma espécie de guru, com a cabeça girando sobre uma almofada. Sem falar nos pequenos filmes, exibidos nos telões do show e reproduzidos aqui, como Geddy Lee encarnando um motorista escocês, e até mesmo Neil Peart entrando na onda, acordando de um pesadelo na cama, ao lado de Alex. Até mesmo no palco o clima é de descontração, como durante “The Spirit Of Radio”, onde um frango entra no palco (!), e podemos ver Peart sorrindo junto a seus colegas. Fato raríssimo, hein? Sem falar que o cenário continua cheio de piadinhas internas da banda. As máquinas de lavar roupa de tours anteriores cedem lugar a algumas “televisões de cachorros”, com frangos assados girando durante todo o show, e as várias bonecas Barbies como se fossem “groupies” frente a Alex.

Voltando ao repertório, das canções novas, destacam-se “Far Cry”, “Working Them Angels”, as instrumentais “The Main Monkey Business” e “Malignant Narcisism” (com Lee empunhando um baixo fretless, modelo Jaco Pastorius), que emenda com mais um solo de bateria fantástico de Peart, cada vez mais elaborado e fantástico. Aliás, convenhamos, elogiá-lo é um verdadeiro pleonasmo... O cara simplesmente é um deus!

Nos extras do terceiro disco estão canções tocadas em uma apresentação em Atlanta, nos Estados Unidos. Destaque para a ótima “Ghost Of a Chance”, do álbum “Roll The Bones”. Há ainda as clássicas “The Trees”, “Red Barchetta” e “2112”.

Nem precisa dizer que é obrigatório para qualquer fã, não é mesmo? Nota 10 com louvor!

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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