Cynic: violência do Death com exuberância do prog
Resenha - Traced in Air - Cynic
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 22 de janeiro de 2009
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Traced in Air" ostenta o título de um dos álbuns mais aguardados da história do heavy metal. O motivo para tamanha expectativa é simples: "Focus", estréia e único trabalho (até então) desse grupo norte-americano natural de Miami chegou às lojas em 13 de junho de 1993 e foi aclamado pela crítica e pelos fãs, e hoje é considerado um dos maiores clássicos da música pesada e um dos primeiros discos a explorar, com extrema maestria, a união entre a violência e a brutalidade do death metal com a exuberância técnica e os intricados arranjos do prog.
Cynic - Mais Novidades
Mas, para decepção geral, o grupo se dissolveu durante o processo de composição do que seria o seu segundo disco, com a relação entre os seus integrantes ficando insustentável. Passados longos quatorze anos, a banda se reuniu para um giro pela Europa em 2007 e, animados com a receptividade do público, resolveram entrar em estúdio para gravar o seu tão aguardado segundo disco.
O line-up atual conta com os integrantes originais Paul Masvidal (vocal e guitarra) e Sean Reinert (bateria), agora com a companhia de Sean Malone (baixo) e Tymon Kruidenier (guitarra).
Musicalmente, o som do quarteto, como era de se esperar, evoluiu muito, mas manteve as características que fizeram a fama de "Focus", como a alquimia entre gêneros que vão do já citado metal ao rock, passando pelo jazz e o fusion. As passagens instrumentais constróem diferentes e variadas texturas sonoras, resultando em uma música muito rica e repleta de detalhes, com cada elemento se encaixando com perfeição em seu devido lugar.
A voz de Paul Masvidal está mais carregada de sentimentos do que nunca, transmitindo sensações que nos levam de um extremo ao outro, da raiva a alegria, da dor ao êxtase. Sua guitarra soa limpa até em excesso, o que faz com certas partes de algumas composições transmitam, de forma intencional, uma certa frieza ao ouvinte.
O grande destaque de "Traced in Air", para mim, é a bateria de Sean Reinert. Tocando absurdamente, Reinert espanta por sua técnica, não ficando restrito aos limites do que a banda se propõe a explorar, mas trazendo elementos de fora para tornar o som do grupo ainda mais complexo e cativante. Ele é o contraponto perfeito de Masvidal. Se a guitarra de Paul é a mente do Cynic, a bateria de Sean é o coração pulsante do grupo.
São oito faixas que trazem um heavy metal muito diferenciado, extremamente técnico e hipnótico, composto com muito detalhismo e cuidado. Uma pequena obra-prima da música pesada, que faz juz ao passado dessa ótima banda.
Grande álbum! Só espero que o próximo não leve outros quinze anos para sair...
Faixas:
1. Nunc Fluens - 2:56
2. The Space for This - 5:46
3. Evolutionary Sleeper - 3:35
4. Integral Birth - 3:53
5. The Unknown Guest - 4:13
6. Adam´s Murmur - 3:29
7. King of Those Who Know - 6:09
8. Nunc Stans - 4:13
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
Após mais de três décadas, vocalista e ex-guitarrista do Saxon fazem as pazes
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
O álbum do Slayer que merece ser redescoberto, segundo a Kerrang
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Gary Holt relembra como conseguiu abandonar a metanfetamina
Steve Hackett (Genesis) e Steve Rothery (Marillion) anunciam álbum colaborativo
Baixista se manifesta pela primeira vez sobre retorno do Faith No More
Fernando Ribeiro cita Bolsonaro e Trump como exemplos de afastamento de Deus
Estátua gigante de Ozzy Osbourne é inaugurada no Hellfest 2026; veja o vídeo
Bruce Dickinson pretende se manter ativo depois que parar de cantar
A primeira banda que fez Phil Collins se apaixonar pelo rock progressivo
Mortiis sobre saída do Emperor: "Águas passadas, já se passaram 100 anos"


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta


