Overkil: perdendo a marca que tinham nos anos 80
Resenha - Immortalis - Overkill
Por Clóvis Eduardo
Postado em 13 de setembro de 2008
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Sempre admirei o Overkill pela maneira crua de fazer suas músicas, com uma típica pinta de old school, mas sem perder a eficiência de ir se adaptando com a modernidade. Mas tem um tempo que a banda tem decepcionado um pouco.
Que fique bem claro: "Immortalis" é mais um disco foda da carreira do Overkill e, quem sabe, muito melhor do que os últimos três trabalhos de inéditas colocados no mercado pelo grupo norte-americano. Mas ao mesmo tempo, eles não representam mais uma época tão distante e que temíamos em esquecer tão rápido. Assim como o Destruction, o Overkill ao longo dos tempos perdeu um pouco a marca de referência, e tem perdido espaço até mesmo para bandas novas, que tentam imitar o seu primoroso trabalho, feito lá nos anos 80.
Mas não é para reclamar, e sim para puxar um pouco a orelha de DD Verni e seus amigos que montamos este pequeno relato. Assim como o DVD gravado ao vivo no Wacken Open Air 2007, "Immortalis" é uma preciosidade do thash metal desta década, em que instrumentistas precisam cada vez mais se reinventar e estúdios de gravação estão se modernizando em alta velocidade.
O CD começa de uma maneira atrativa a qual o Overkill sempre soube fazer. Os riffs enigmáticos de Dave Linsk e Derek Tayler vão surgindo pouco a pouco, abrindo caminho para uma locomotiva maluca por tomar velocidade com o condutor Bobbby "Blitz" Ellsworth dando ordens. O combustível para mover todos estes vagões é Ron Lipnicki, que já nos faz esquecer o que representava o baterista Tim Mallare há alguns anos. A inconfundível batida seca, cheia de aditivos como bumbos e pratos segue o ritmo dos comandos do esgoelado vocalista.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Mas à medida que o CD vai tomando forma, cai de produção, na tentativa de querer incorporar mais caminhos. Muitas das faixas que correm o disco são previsíveis e de pouca criatividade, mesmo com toda a potência de Dave e Derek de produzir riffs e ritmos cada vez mais intrincados. A frase "já ouvi isso em algum lugar", torna-se cada vez mais verdadeira neste disco, prova de que talvez, as expectativas dos fãs têm sido mais intensas do que a intenção dos rapazes.
Ouvido apenas de passagem, o disco é uma bela demonstração do thrash dos Estados Unidos: compacto, técnico e mais "pé no chão" do que outras bandas européias. Mas de uma canção para outra, a velha guarda vai perceber a velha forma de se fazer música muito desgastada, sem noção até mesmo de onde quer chegar em mais alguns anos.
Por fim, não deixe de ouvir. Garanto que de alguma forma, o CD vai agradar. Mas procure ser tolerante e paciente com o Overkill. Eles têm muita lenha para queimar.
Hellion Records
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 5 álbuns favoritos de Dave Mustaine de todos os tempos, segundo o próprio
O lendário guitarrista que Steve Vai considera "um mestre absoluto"
A música que David Gilmour usou para fazer o Pink Floyd levantar voo novamente
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
Rockstadt Extreme Fest anuncia 81 bandas para maratona de 5 dias de shows
A pergunta do Ibagenscast a Dave Mustaine que fez André Barcinski parabenizar o podcast
A melhor música que Bruce Dickinson escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
Rock in Rio 2026 revela palco com Diogo Defante, João Gordo e Supercombo; veja lista
Slayer e Dimmu Borgir juntos no Brasil? Site mexicano afirma que sim.
Por que Geddy Lee não queria "Tom Sawyer" em álbum do Rush? O próprio explica
Apocalyptica confirma três shows no Brasil com turnê em homenagem ao Metallica
O Rappa abandonou Marcelo Yuka? Baixista nega e esclarece os fatos
O cantor que Robert Plant elogiou: "Sabem quem acho que tem a melhor voz que já ouvi?"
Ele tem até bituca de cigarro; o fã de Iron Maiden tão fanático que apareceu no documentário
As duas poderosas músicas do Queen que Brian May mais gosta de tocar ao vivo
Cinco músicas que são covers, mas você acha que são as versões originais - Parte 2
A banda brasileira que está sempre um passo na frente das outras, segundo Ricardo Leite

As 10 melhores bandas de thrash metal de todos os tempos, segundo o Loudwire
Overkill gravará novo álbum ainda este ano, garante vocalista
10 grandes álbuns de bandas dos anos 1980 lançados nos 1990s segundo o Metal Injection
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes

