Armory: esbarrando na mesmice do metal melódico europeu
Resenha - Dawn of Enlightenment - Armory
Por Clóvis Eduardo
Postado em 13 de agosto de 2008
Nota: 7 ![]()
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Ainda há espaço no metal melódico para bons grupos apresentarem novidades, criatividade e destrezas. O que não pode acontecer de jeito nenhum, é a nova geração copiar as fórmulas que já mostraram certo "sucesso", como é o caso do que o Edguy ou o finado Stratovarius fizeram ao longo das últimas décadas.

O Armory, grupo formado na cidade de Townseed, em Massachusetts nos Estados Unidos, tem motivos para levar uma bronca, mas também um elogio. Apesar de difícil ver uma banda de power/speed metal vinda da América do Norte, o quinteto apresenta um CD bem gravado, e com uma boa proposta, mas que esbarra na mesmice do que já nos foi apresentado anos e anos atrás pelos colegas europeus.
A banda é boa, e isso não podemos negar. A dupla de jovens guitarristas Joe Kurland e Chad Fisher, que formou o Armory em 2001 é a grande responsável por este disco. Originalmente lançado em 2004 e re-lançado com nova mixagem ao final de 2007, o trabalho mostra o talento dos rapazes, que, mesmo sem baterista de estúdio, não desanimaram do ideal. Joe assumiu as baquetas e colocou muita garra na gravação. Para os shows, a banda recrutou Tom Vieira, que também não vem decepcionando.
As músicas são um pouco repetitivas, naquele estilo puro e simples do metal melódico. Uma balada aqui, uma música mais "raise your hands" ali, e por aí vai. As letras são baseadas em filosofia, história, fantasia e na velha história de "avante e lute!". Como qualquer clichê do power metal, a faixa de introdução (chuva, trovoadas, raios, efeitos orquestrados e instrumentais), é acompanhada de uma canção rápida e com refrão emotivo. Simples assim, mas difícil de agüentar por muito tempo. No restante do disco, as músicas ficam naquele chove não molha, com instrumental bem tocado, mas ao mesmo tempo estacionado, sem atrativos, mesmo com o esforço do vocalista Adam Kurland (irmão de Joe, guitarrista). O tom de voz dele é bom, inclusive muito semelhante ao de Tobias Sammet (Edguy/Avantasia), mas apesar de ter um gogó de ouro, é outro que viaja nos estridentes e dispensáveis gritinhos.
A equipe é completada ainda com a presença do tecladista Peter Rutcho, o grupo ganha uma maior harmonia instrumental, e um ponto a mais nos duelos durante os solos. Thomas Preziosi comanda o baixo e se dá bem no que faz, pois não se mantém apenas em fazer aquela base boba tão comum.
Como músicas destaque, experimente a sexta canção, "Warrior Forlon" pelos duelos de guitarra contrastados pelo bonito coro entonado por Adam, e a sétima música (por ironia, apenas instrumental), "Forged In Dragon Flame", cheia de virtuoses. Mas não se esqueça de dar uma passada pelo cover de "Flight Of Icarus", do Iron Maiden, que por sinal, ficou bem bacana, apesar dos deslizes do nobre vocalista. Para fechar, "Dr. Willy", cançãozinha de dois minutos utilizada como trilha no jogo de vídeo-game "Mega Men".
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