Iron Maidens: muita fidelidade à Donzela original

Resenha - World's Only Female Tribute to Iron Maiden - Iron Maidens

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Por Maurício Dehò
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


O Iron Maiden é uma verdadeira mãe. Para os fãs, deu memoráveis clássicos, discos, shows... Foi fonte de renda para muitos, como os roadies, trabalhadores de gravadoras e por aí vai. Mas tem um outro pessoal que tem de agradecer a cada dia por Steve Harris e Cia. terem vencido a pressão do Punk dos anos 70 e caído de cabeça no Metal. Um destes casos é o destas cinco garotas, que têm feito fama no mundo com o nome de The Iron Maidens.
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Para quem nunca ouviu falar, o quinteto californiano aparece como o "único tributo exclusivamente feminino do Iron Maiden". O nascimento da banda cover foi em 2001 e o negócio deu tão certo que as meninas gravaram disco e você pode encontrá-lo aqui em terras tupiniquins. Convenhamos, são poucas as bandas-tributo que conseguem algo deste nível.

Mas as Iron Maidens são tudo isso? Tudo isso não, mas elas apresentam um trabalho bem feito, com energia e fidelidade à Donzela original. E os reais fãs do Iron Maiden vão atrás de qualquer coisa que sair de seus ídolos – inclusive as centenas de tributos que existem por aí -, outro fator para todo este reconhecimento ter acontecido.

O disco que chegou ao Brasil foi o primeiro lançado por elas, que depois disso já soltaram mais um CD/DVD e um EP, ambos exclusivamente no Japão. Intitulado "The Iron Maidens: World's Only Female Tribute to Iron Maiden", o CD contém um set list bem escolhido, indo de "Iron Maiden" a "Somewhere in Time", e mais três bônus caprichadas.

O quinteto, formado por Aja Kim (ou Bruce Lee Chickinson/vocal), Sara Marsh (ou Mini Murray/guitarra), Josephine Soegijanty (ou Adrienne Smith/guitarra), Wanda Ortiz (ou Steph Harris/baixo) e Linda McDonald (ou Nikki McBurrain/bateria), se destaca logo de cara por fazer um instrumental exatamente na pegada do Iron Maiden. O detalhe é que a banda inglesa está longe de ser das mais complexas, então isso não é mais que uma obrigação das garotas (e não venha com papo de que mulheres seriam "café com leite"!).

Quem brilha mesmo desde a primeira música, "The Number of the Beast", é a japonesinha "Chickinson", que manda muito bem nos vocais. Ela não se contém com sua voz naturalmente aguda e parte para os berros, um ponto mais do que positivo no quesito atitude. Quem também faz um papel destacado é "Steph Harris", mantendo o espírito do líder da banda com seu baixo. Claro que a mixagem também teve um papel muito importante para isso e no geral o resultado foi positivo. Apenas em alguns momentos a bateria se sobressaiu um pouco além do necessário.

Por falar nas baquetas e bumbos, "McBurrain" é protagonista de um dos piores momentos do play, que é a música "The Trooper". A baterista não passa energia alguma e o que se observa também é que a dupla de guitarristas tem pouco da palavra "twin" (gêmeas), que tanto marcou os duetos de Murray e Smith. Não é falta de qualidade, apenas parece que as guitarristas não conseguem se achar perfeitamente quando precisam solar juntas.

Mas, fora estes dois detalhes, outros pontos positivos aparecem, como nos vocais monstruosos em "Children of the Damned" e "Aces High", por exemplo.

Além disso, as bônus é que fazem do play especial. Todas ao vivo, elas apresentam sons mais difíceis de se ouvir atualmente e mostram que o tributo é para valer. A primeira é "Remember Tomorrow", seguida pela épica "Seventh Son of a Seventh Son", com direito a participação de Michael Kenney, o piloto oficial dos teclados no Maiden e também roadie de Harris. Para fechar, num ao vivo diferente, gravado em estúdio, as garotas tocam "Gengis Khan", do "Killers", em outro momento de alta.

Ao final dos 70 minutos, a conclusão é a de que, para os fãs-colecionadores, este tributo é digno de um espacinho na estante. Seja pelo fato de ser uma banda só com mulheres, pela ilustração da capa de Derek Riggs ou simplesmente para ter tudo de seus ídolos. Não é espetacular, mas é bom. Agora, se você tivesse de escolher um tributo com cinco garotas desconhecidas ou o que saiu na revista Kerrang!, recentemente, com direito a Metallica tocando "Remember Tomorrow" e ainda Machine Head e Trivium, entre outros, não haveria dúvida, não? De todo modo, o CD vale a pena.

Track List:
1. "The Number of the Beast"
2. "2 Minutes to Midnight"
3. "Children of the Damned"
4. "The Trooper"
5. "Wasted Years"
6. "Killers"
7. "Aces High"
8. "Phantom of the Opera"
9. "Run to the Hills"
10. "Hallowed Be Thy Name"
Bônus
11. "Remember Tomorrow" (ao vivo)
12. "Seventh Son of a Seventh Son" (ao vivo)
13. "Genghis Khan" (ao vivo em estúdio)

Formação:
Aja Kim (ou Bruce Lee Chickinson) - vocal
Sara Marsh (ou Mini Murray) - guitarra
Josephine Soegijanty (ou Adrienne Smith) – guitarra
Wanda Ortiz (ou Steph Harris) – baixo
Linda McDonald (ou Nikki McBurrain) – bateria

Lançamento nacional – Hellion Records

Myspace: www.myspace.com/theironmaidens

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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