Avantasia: convidados e composições mais livres

Resenha - Lost In Space Part 2 - Avantasia

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Por Maurício Dehò
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Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Depois de lançar o primeiro aperitivo para “The Scarecrow”, com o EP “Lost In Space Part I”, que trouxe um bom material, mas não mostrou a cara do play em questão, mais um gostinho foi dado aos fãs. A segunda parte de “Lost In Space” veio no mesmo formato: seis faixas com convidados, composições e covers mais livres por parte do vocalista alemão Tobias Sammet e com poucas remissões ao clima de ópera do projeto.
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Não entrarei novamente na polêmica da faixa que dá nome ao EP, que tem uma levada excessivamente comercial, pulando à segunda, “Promised Land”, claramente o maior destaque deste lançamento. Tanto que ela fez parte do set list do show do Avantasia em São Paulo. Com uma pegada mais Hard, fator que foi a tônica do retorno do projeto, a faixa traz uma mistura de vocais de cair o queixo. Além de Sammet, os convidados são Jorn Lande, um dos maiores nomes da atualidade atrás do microfone, e o saudoso Michael Kiske. Vale uma salva de palmas a Tobias por ser um dos únicos a convencer o ex-Helloween a cantar no estilo que o consagrou, a exemplo do que já havia ocorrido nas duas primeiras partes da “The Metal Opera”.

“Promised Land”, que gruda na primeira ouvida, com um refrão certeiro, é uma das poucas presentes nos dois EPs que realmente poderia estar em “The Scarecrow”, por ser bem na linha do Metal Melódico, com as citadas referências ao Hard Rock. Sascha Paeth, produtor-guitarrista do Avantasia 2008 também faz um ótimo trabalho, complementado pelos solos de Henjo Richter (Gamma Ray) e o sempre talentoso baterista Eric Singer (Kiss, Alice Cooper).

A terceira canção é "Dancing With Tears In My Eyes", do Ultravox, banda britânica de new wave, do início dos anos 80. O curioso é que enquanto o primeiro EP e o início do segundo são muito “pra cima”, o astral dá uma caída nesta versão, uma música até bonita, mas dramática, como sugere o seu título. Já “Scary Eyes” vai por um lado mais misterioso e tem um refrão que é cara do Iron Maiden do século XXI. Deve agradar.

O drama volta em “In My Defense”, cover de Freddie Mercury. Levada no piano e com climas de teclado bem épicos, ela rende uma homenagem mais que merecida ao falecido vocalista do Queen. Tobias aproveita para seguir mostrando seus dotes vocais, sempre variando suas facetas e provando ter competência.

Para fechar, uma versão diferente de “Lost In Space”, desta vez gravada ao vivo no estúdio de Sascha Paeth, o Gate Studios. A versão, em formato acústico, é bem interessante, principalmente por ser menos “afetada” que a original, além de ter uma participação destacada de Amanda Somerville. Completa o pacote os bônus para computador, com fotos, wallpapers e um making of bem legal do álbum.

Bem, como foi dito na resenha da primeira parte, Tobias Sammet aproveitou os dois EPs para fazer o que bem entendesse antes de lançar “The Scarecrow” . Com liberdade, criou, arriscou, homenageou e ainda deu um pequeno (bem pequeno mesmo) aperitivo do que os fãs teriam na terceira parte de sua Ópera Metal. EP por EP, o primeiro é melhor, ligeiramente. Mas o que interessa mesmo veio um pouco depois, com o tão aguardado “The Scarecrow”...

Formação:
Tobias Sammet – voz e baixo
Sascha Paeth – guitarra
Eric Singer – bateria

Track List:
1. "Lost In Space"
2. "Promised Land"
3. "Dancing With Tears In My Eyes" (Ultravox cover)
4. "Scary Eyes"
5. "In My Defense" (Freddie Mercury cover)
6. "Lost In Space" (ao vivo - Gate Studios)

Lançamento nacional
Laser Company / Nuclear Blast / Rock Brigade Records

http://www.myspace.com/tobiassammet

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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