Loverboy: rock'n'roll com raízes fincadas nos 80
Resenha - Just Getting Started - Loverboy
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 30 de maio de 2008
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Oras vejam, quem voltou para acrescentar à sua bagagem um sétimo registro de estúdio! Natural do Canadá, o Loverboy conquistou um grande público ao redor do globo entre 1980 e 1987, cujo Hard Rock e AOR arrebatou quatro discos de platina e numerosos outros de ouro – ainda que nesta época o grupo tenha sido impiedosamente malhado pela imprensa e público, aqui mesmo, no Brasil. Seu declínio comercial começou na segunda metade da década e, entre mais baixos do que altos, liberou seu derradeiro disco de inéditas em 1997.

Bom, não tão derradeiro assim... "Just Getting Started" traz de volta todos os membros da banda original, com exceção do baixista Scott Smith (o músico foi declarado morto depois de cair de uma embarcação e se perder no mar, próximo a San Francisco, no final de novembro de 2000), que foi substituído por Ken "Spider" Sinnaeve. Considerando que o Hard/AOR vem novamente conquistando cada vez mais espaço, como seria o entrosamento do Loverboy depois de tanto tempo?
Confesso que me surpreendi, pois a sinergia aqui está boa pra caramba, pura e simplesmente! Os caras estão (bem) mais velhos, mas não perderam as manhas em elaborar aquele rock´n´roll vibrante e com as raízes naturalmente fincadas nos anos 1980, com um instrumental que inclusive remete diretamente ao Bon Jovi dos velhos tempos, quando este ainda não investia em arranjos mais modernos.
São 10 faixas onde a distorção se apresenta nos lugares corretos, melodias sutis ou quase pop, refrãos grudentos e um ótimo desempenho da banda, em especial do versátil vocalista Mike Reno. Tudo isso torna praticamente impossível escolher destaques neste repertório equilibrado e repleto de canções cheias de alto-astral e com potencial mais do que suficiente para se tornarem verdadeiros hits. Mas, vá lá... Admito que "The One That Got Away" é a balada mais bonita que ouvi nos últimos tempos.
Se o caro leitor for da nova geração, "Just Getting Started" é uma boa forma para se conhecer o Loverboy. Um disco carismático para se escutar – e inconscientemente cantar junto – a qualquer momento, seja lá qual for o estado de espírito do ouvinte. E nem pense que desta vez os canadenses terão muitas chances de reconhecimento no Brasil, pois este disquinho é importado e duvido que seja liberado por aqui.
Formação:
Mike Reno - voz
Paul Dean - guitarra
Ken Spider Sinnaeve - baixo
Doug Johnson - teclados
Matt Frenette - bateria
Loverboy - Just Getting Started
(2007 / RockSTAR Music - importado)
01. Just Getting Started
02. Fade To Black
03. One Of Them Days
04. Back For More
05. Lost With You
06. I Would Die For You
07. Real Thing
08. The One That Got Away
09. As Good As It Gets
10. Stranded
Homepage: www.loverboyband.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Deveríamos nos chamar o que, Iron Maiden?": Geddy Lee explica manutenção do nome Rush
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
O Monsters of Rock 2026 entregou o que se espera de um grande festival
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
Max Cavalera diz que tema de novo disco do Soulfly poderia render um filme
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
Exausto das brigas, guitarrista não vê a hora de o Journey acabar de vez
5 discos obscuros de rock dos anos 80 que ganharam nota dez da Classic Rock
Angela Gossow afirma que Kiko Loureiro solicitou indenização por violação de direitos autorais
A música de guitarra mais bonita da história, segundo Brian May do Queen
A pior música de "Appetite for Destruction", de acordo com o Loudwire
Novo baterista do Foo Fighters, Ilan Rubin conta como conseguiu a vaga
O melhor álbum de metal de todos os tempos, segundo Gary Holt do Exodus
Bumblefoot revela encarar a si mesmo como um músico aposentado
Produção do Bangers Open Air conta como festival se adaptou aos headbangers quarentões


Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos


