Andre Matos está livre de compromissos e conflitos criativos
Resenha - Time To Be Free - Andre Matos
Por Ricardo Seelig
Postado em 26 de janeiro de 2008
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Finalmente, após mais de vinte anos de carreira, período do qual fez parte de dois dos mais importantes e influentes grupos da história do Heavy Metal brasileiro (Viper e Angra), o vocalista, compositor e tecladista Andre Matos faz a sua estréia solo.
Como de costume nos trabalhos em que Andre participa, "Time To Be Free" é um álbum muito bem acabado e com boas composições. Dono de um talento ímpar, o vocalista deixa isso claro no disco. Sozinho, livre dos compromissos e conflitos criativos de uma banda, Andre Matos apresenta um trabalho mais solto, indo fundo em características que sempre marcaram a sua música, como os arranjos complexos e repletos de mudanças surpreendentes, o uso de soluções harmônicas criativas e muita, muita melodia. Enfim, "Time To Be Free" é um álbum de Heavy Metal moderno, mas com as suas raízes na sonoridade dos anos oitenta, que Andre tanto desenvolveu e evoluiu durante toda a sua carreira.
Canções como "Letting Go" (composta com o velho parceiro Pit Passarel), "Rio", "Remember Why", "How Long" (com participação de Roy Z, que também produz o disco) e principalmente a faixa-título, conquistam o ouvinte de imediato e mostram o quanto Andre Matos ainda é relevante para o cenário metálico.
O álbum possui ainda duas regravações. A primeira é um presente para os fãs. Andre e banda atualizaram a clássica "Moonlight" do Viper, lançada originalmente no álbum "Theatre Of Fate" de 1989, e que aqui ganhou o título "New Moonlight" e novos arranjos que a tornaram mais pesada e complexa que a versão original. Já a segunda, "Separate Ways (Worlds Apart)", um dos maiores sucessos do Journey, recebeu uma releitura competente da banda (Luiz Mariutti no baixo, Hugo Mariutti e Andre Hernandez nas guitarras e Rafael Rosa na bateria) e uma interpretação entusiasmada de Andre Matos, revestindo-a com seu estilo característico.
"Time To Be Free" é um álbum coeso, muito bem composto e produzido, e que mostra, mais uma vez, todo o talento deste músico fantástico chamado Andre Matos. Recomendado para que curte Heavy Metal e música feita com bom gosto.
Faixas:
1. Menuett
2. Letting Go
3. Rio
4. Remember Why
5. How Long (Unleashed Away)
6. Looking Back
7. Face The End
8. Time To Be Free
9. Rescue
10. A New Moonlight
11. Endeavour
12. Separate Ways (Worlds Apart)
Outras resenhas de Time To Be Free - Andre Matos
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Como Paulo Ricardo faz para evitar que suas músicas soem muito metal ou hard rock
Max Cavalera explica o que fez o Sepultura mudar o som em "Chaos A.D."
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A banda americana dos anos 1970 que é a maior influência da nova baterista do Rush
O projeto que é os "quatro tenores do rock", segundo Eric Martin
Nocturno Culto explica por que o Darkthrone nunca mais tocou ao vivo
Rush inicia novo capítulo de uma carreira baseada em fortes convicções
O melhor álbum dos Rolling Stones de todos os tempos, segundo Keith Richards
Hellripper anuncia 4 shows no Brasil em turnê inédita para 2027
Como Mark Knopfler adaptou um defeito para escapar de tocar guitarra "do jeito errado"
A música do Judas Priest que mistura rock, funk e jazz, segundo Ian Hill
A banda dos anos 80 que Kurt Cobain dizia ter envelhecido rápido demais
O guitarrista mais rápido que Slash viu tocar; "literalmente explodiu minha cabeça"
O guitarrista que é "facilmente o melhor" que Jimmy Page já viu de perto, segundo o próprio
O vocalista que fez teste para o AC/DC antes de Axl Rose assumir no lugar de Brian Johnson
O dia que Andre Matos criticou a voz da cantora Marisa Monte


"Time To Be Free" - A liberdade musical de Andre Matos em um álbum transformador

Fabio Lione homenageia Andre Matos e alfineta: "ninho de cobra que conhecemos bem"
A reflexão de um cantor italiano de metal sobre Angra com Fabio Lione e Andre Matos
Por que Andre Matos nunca mais fez um disco como "Holy Land"? O próprio respondeu em 2010
Rafael Bittencourt pensou em encerrar o Angra após saída de Andre Matos
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



