Beautiful Sin: bom disco que merece ser conferido

Resenha - Unexpected - Beautiful Sin

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Dizer que o Beautiful Sin é apenas mais uma banda que conta com a bateria do nômade Uli Kusch (Gamma Ray, Helloween, Masterplan) é um grande equívoco, principalmente se levarmos em conta que o guitarrista por aqui é o monstro Jørn Viggo Lofstad (do norueguês prog metal Pagan´s Mind, que tocou também no disco “The Duke” do outro Jørn, o vocalista), além do companheiro do Masterplan Axel Mackenrott (teclados), Steinar Krokmo (baixo, também Pagan´s Mind) e ainda a desconhecida vocalista belga Magali Luyten.
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A relação com esta vocalista começou em 2002, quando Kusch produziu um CD-Demo para o grupo do qual Magali cantava e que não deu em nada. Dois anos depois a vocalista foi novamente contatada, e o que era o embrião do Beautiful Sin começou a tomar uma forma real quando Uli deixou o Masterplan. A partir daí foi necessário apenas sondar músicos relevantes que estivessem a fim de gravar um primeiro disco.

E assim temos “The Unexpected”, o álbum de estréia do Beautiful Sin, gravado na Bélgica e Noruega durante 2005. Seu repertório apresenta um híbrido moderno de Hard Rock com muito da distorção do Heavy Metal, tudo envolto em bonitas melodias. É claro que, em função da bagagem musical que seus músicos possuem, as composições conseguem até mesmo soar com algumas sempre bem-vindas características próprias, além de em outras ocasiões remeter diretamente ao “Aeronautics” (05), do Masterplan.

Quanto a Magali... Esta era a grande incógnita que se saiu bem com seu jeitão tão natural e descontraído de cantar. Sua voz lembra a Doro Pesch e há o cuidado de não exagerar em absolutamente nada, como fica evidente já na abertura “Lost”, onde a simplicidade de suas linhas vocais contrasta com o impacto da seção instrumental. Há várias outras canções proeminentes, como em “This Is Not The Original Dream”, com um solo muito bonito e melódico – aliás, solos de guitarra devem realmente ser mencionados, pois, sejam curtos ou extensos, marcam presença.

São muitas as músicas que continuam se destacando, como “Take Me Home”, com vozes de fundo bem encaixadas; as pesadonas e harmoniosas “I'm Real”, “The Spark Of Ignition”, “Pechvogel (Unlucky Pellow)” e “Metalwaves”. Por fim, a que considero uma das melhores canções instrumentais do ano: “Brace For Impact”, majestosa, onde todos têm seu espaço em arranjos memoráveis.

E assim é “The Unexpected”, o álbum de estréia do que alguns vêm chamando de “supergrupo”. Bom, mas não é porque o aclamam com tal termo que o Beautiful Sin necessariamente gerou um grande clássico. Longe disso. A união de tantos veteranos talentosos possui boa química e resultou em um bom disco que merece ser conferido. Nada mais, nada menos.

E um detalhe insólito: parece que as gravações terminaram num galinheiro! Não entendi nada, mas ficou bizarro...

Beautiful Sin – The Unexpected
(2006 / AFM Records – 2007 / Rock Brigade Records – nacional)

01. Lost
02. This Is Not The Original Dream
03. Take Me Home
04. I'm Real
05. The Spark Of Ignition
06. Closer To My Herd
07. Give Up Once For All
08. Brace For Impact
09. Pechvogel (Unlucky Pellow)
10. Metalwaves
11. The Beautiful Sin

Homepage: www.ulikusch.de

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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