Beautiful Sin: bom disco que merece ser conferido
Resenha - Unexpected - Beautiful Sin
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 31 de agosto de 2007
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Dizer que o Beautiful Sin é apenas mais uma banda que conta com a bateria do nômade Uli Kusch (Gamma Ray, Helloween, Masterplan) é um grande equívoco, principalmente se levarmos em conta que o guitarrista por aqui é o monstro Jørn Viggo Lofstad (do norueguês prog metal Pagan´s Mind, que tocou também no disco "The Duke" do outro Jørn, o vocalista), além do companheiro do Masterplan Axel Mackenrott (teclados), Steinar Krokmo (baixo, também Pagan´s Mind) e ainda a desconhecida vocalista belga Magali Luyten.

A relação com esta vocalista começou em 2002, quando Kusch produziu um CD-Demo para o grupo do qual Magali cantava e que não deu em nada. Dois anos depois a vocalista foi novamente contatada, e o que era o embrião do Beautiful Sin começou a tomar uma forma real quando Uli deixou o Masterplan. A partir daí foi necessário apenas sondar músicos relevantes que estivessem a fim de gravar um primeiro disco.
E assim temos "The Unexpected", o álbum de estréia do Beautiful Sin, gravado na Bélgica e Noruega durante 2005. Seu repertório apresenta um híbrido moderno de Hard Rock com muito da distorção do Heavy Metal, tudo envolto em bonitas melodias. É claro que, em função da bagagem musical que seus músicos possuem, as composições conseguem até mesmo soar com algumas sempre bem-vindas características próprias, além de em outras ocasiões remeter diretamente ao "Aeronautics" (05), do Masterplan.
Quanto a Magali... Esta era a grande incógnita que se saiu bem com seu jeitão tão natural e descontraído de cantar. Sua voz lembra a Doro Pesch e há o cuidado de não exagerar em absolutamente nada, como fica evidente já na abertura "Lost", onde a simplicidade de suas linhas vocais contrasta com o impacto da seção instrumental. Há várias outras canções proeminentes, como em "This Is Not The Original Dream", com um solo muito bonito e melódico – aliás, solos de guitarra devem realmente ser mencionados, pois, sejam curtos ou extensos, marcam presença.
São muitas as músicas que continuam se destacando, como "Take Me Home", com vozes de fundo bem encaixadas; as pesadonas e harmoniosas "I'm Real", "The Spark Of Ignition", "Pechvogel (Unlucky Pellow)" e "Metalwaves". Por fim, a que considero uma das melhores canções instrumentais do ano: "Brace For Impact", majestosa, onde todos têm seu espaço em arranjos memoráveis.
E assim é "The Unexpected", o álbum de estréia do que alguns vêm chamando de "supergrupo". Bom, mas não é porque o aclamam com tal termo que o Beautiful Sin necessariamente gerou um grande clássico. Longe disso. A união de tantos veteranos talentosos possui boa química e resultou em um bom disco que merece ser conferido. Nada mais, nada menos.
E um detalhe insólito: parece que as gravações terminaram num galinheiro! Não entendi nada, mas ficou bizarro...
Beautiful Sin – The Unexpected
(2006 / AFM Records – 2007 / Rock Brigade Records – nacional)
01. Lost
02. This Is Not The Original Dream
03. Take Me Home
04. I'm Real
05. The Spark Of Ignition
06. Closer To My Herd
07. Give Up Once For All
08. Brace For Impact
09. Pechvogel (Unlucky Pellow)
10. Metalwaves
11. The Beautiful Sin
Homepage: www.ulikusch.de
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baterista de Piracicaba vence concurso do Metallica com galinha de borracha
Gravação inédita de Raul Seixas cantando Rolling Stones é lançada oficialmente
A música esquecida do Led Zeppelin que Robert Plant acha simplesmente "linda"
A música considerada a "ovelha negra" do "Black Album", segundo a Louder
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
O ex-colega de banda no Pink Floyd com quem David Gilmour nunca mais falou
A música do Pink Floyd que David Gilmour nunca mais vai tocar ao vivo
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
O artista que é "a essência do rock", segundo James Hetfield do Metallica
O hit do Foo Fighters que Dave Grohl odeia: "Parece uma canção dos Eagles"
Dave Mustaine classifica Teemu Mäntysaari como o guitarrista que sempre procurou
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
A epifania de George Harrison ao se encontrar com uma lenda do rock
Fernando Ribeiro admitiu dúvidas sobre seguir como vocalista do Moonspell
O álbum que é o ápice do tédio empacotado para a geração Z, segundo Regis Tadeu


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto


