Resenha - Burden of Truth - Circle II Circle
Por Maurício Dehò
Postado em 16 de julho de 2007
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Ainda bem que os órfãos do Savatage agora têm o Jon Oliva’s Pain. Porque se dependesse da evolução do Circle II Circle, a coisa estaria um pouco complicada. Depois de "Watching in Silence", de 2003, e "The Middle of Nowhere", dois anos mais tarde, chegou a vez da banda liderada pelo vocalista Zachary Stevens lançar seu terceiro álbum, "Burden of Truth" (Rock Brigade/Laser Company). Um detalhe importante é que pela primeira vez o grupo alçoou um vôo solo para compor suas músicas, sem Jon Oliva dando uma mãozinha e Zak assinando ou co-assinando quase todas as faixas.
Circle II Circle - Mais Novidades

Com toda a pompa de ser um disco baseado em livros como "Código da Vinci", de Dan Brown, e "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada", de Michael Baigent, e toda aquela polêmica sobre herdeiros de Jesus Cristo e etc, o que se ouve musicalmente não é tudo o que se poderia (e deveria) esperar. E por um misto de razões, que passam pelo fato de o grupo, formado ainda por Andrew Lee e Evan Christopher (guitarras), Paul Michael Stewart (baixo/teclado) e Robert Drennan (bateria), não soar pesado e grandioso quanto poderia e até pelo fato de Stevens não usar sua voz daquele modo que o fez famoso no Savatage.
O próprio início já não é muito animador. "Who Am I To Be?" mistura partes acústicas, com violão e piano (sim naquele estilinho Savatage de ser), e plugadas num ritmo que não se decide muito. Enfim, uma faixa que podia dar lugar a uma abertura que pegasse, prendesse a atenção. Não que o álbum só tenha maus momentos. A segunda música, por exemplo, "A Matter of Time", tem bons riffs e um ótimo refrão e é um dos pontos altos do CD.

No entanto, a produção comandada pelo próprio Stevens e co-produzida pelo renomado Jim Morris, é muito redonda, falta peso, agressividade e em muitos momentos se percebe que é aquilo que as músicas pedem. Mesmo Zak, com sua voz que sempre marcou desde o início dos anos 90, tem apenas espasmos de brilho e nem se dá ao trabalho de tentar aqueles agudos fantásticos dos tempos de "Handful of Rain" e outros.
Outro exemplo destas faixas que se perdem e ficam mornas é "Revelations": riffs mais pesados, bateria quebrando e... um refrão que decepciona. Mas logo depois, enfim um suspiro de alívio, com a boa "Evermore". Rápida, com uma levada no baixo e muitas variações, ela ainda usa de efeitos, com um bom resultado. Ou ainda "Sentenced", com uma das melhores interpretações de Stevens no álbum.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Ao fim de seus 50 minutos em 11 faixas, a impressão que fica é realmente que faltou algo. Não é talento, é óbvio, porque isso Zak já mostrou a tempos e sua banda não compromete. Talvez ele ainda peque um bocado nas composições. Mas falta vontade, garra para fazer com que aquelas músicas brilhem. Tomara que tenha sido só um passo em falso e que o Circle II Circle melhore na próxima.
Track List:
1. Who Am I To Be?
2. A Matter Of Time
3. Heal You
4. Revelations
5. Your Reality
6. Evermore
7. The Black
8. Messiah
9. Sentenced
10. Burden Of Truth
11. Live As One
Formação:
Zachary Stevens – vocal
Andrew Lee – guitarra
Evan Christopher – guitarra
Paul Michael Stewart – baixo e teclado
Robert Drennan – bateria

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dave Mustaine explica por que não vai convidar Kiko Loureiro para show com Megadeth
Vinheteiro chama Angra de "fezes puríssima" e ouve resposta de Rafael Bittencourt
O solo de guitarra mais difícil do Dire Straits, segundo Mark Knopfler
A banda com três cantores que representa o futuro do metal, segundo Ricardo Confessori
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Tem alguma música do Guns N' Roses que é a mais difícil de tocar? Duff McKagan responde
70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
"Não consigo te acompanhar": Geddy Lee exalta Anika Nilles em ensaio do Rush
A canção do AC/DC que veio de Bon, foi gravada por Brian e ainda arrepia Angus
Regis Tadeu "revela a verdade" que se esconde por trás do Angine de Poitrine
5 músicas do Dream Theater que merecem sua atenção
Dave Mustaine afirma que o Megadeth retornará ao Brasil
Rolling Stones parece ter divulgado capa e título do novo álbum
5 bandas de heavy metal que estão na ativa e lançaram mais de 10 discos de estúdio
Fernanda Lira conta que foi deixada para trás pela Crypta durante parada em posto de gasolina
Cinco trocas de vocalistas que não deram muito certo
Os melhores discos de 20 grandes bandas de Heavy Metal
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Iron Maiden: Somewhere In Time é um álbum injustiçado?

