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Tool: ainda mais experimetal e progressivo

Resenha - 10.000 Days - Tool

Por Rodrigo Simas
Em 25/06/07

Nota: 9

Falar de um disco tão complexo como "10.000 Days" não é uma tarefa fácil. Muito menos por ser o sucessor de um obra-prima como "Lateralus", lançado em 2001. Com a grande maioria das faixas passando dos 7 minutos de duração (e duas delas com 12 minutos aproximadamente), "10.000 Days" abre sabiamente com a pedrada "Vicarious", que faz a ponte perfeita para os fãs que ainda aguardavam uma continuação do último CD.

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Maynard canta versos como "I need to watch things die / From a good safe distance / Vicariously, I Live while the whole world dies / You all feel the same so / Why can't we just admit it?" (Eu preciso ver coisas morrendo / De uma distância segura / Indiretamente, eu vivo enquanto o mundo inteiro morre / Vocês todos sentem o mesmo então / Porque não admitimos isso?) com sua interpretação única. A bateria de Danny Carey continua inacreditavelmente precisa, as guitarras de Adam Jones pesadas como nunca e o baixo de Justin Chancellor como um tapa na cara.

"Jambi" é a segunda e mantém a pressão, mas já dá indícios que o Tool está ainda mais experimetal e progressivo do que antes. As próximas, "Wings For Marie" e "10.000 Days" têm juntas 17 minutos e soam como reais experimentações de um épico progressivo, mas que estranhamente funcionam, principalmente dentro do clima misterioso e sombrio do álbum. Aqui começa a parte de difícil digestão, mesmo para os já habituados ao som da banda. As melodias prendem a atenção, mas se adaptar a elas não é uma tarefa fácil. As emoções cantadas por Maynard são tantas que é impossível captá-las de forma sutil.

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"The Pot" retoma o peso no momento perfeito, com mais um grande trabalho do baixista Justin Chancellor. "Lipan Conjuring" e "Lost Keys" são interlúdios obscuros e abrem espaço para uma música ainda mais obscura: "Rosetta Stoned", com vocais grunhidos e gemidos por Maynard, uma das menos atrativas no disco. "Intension" funciona como "Disposition" do disco Lateralus, mas é em "Right In Two" que os fãs vão se deliciar, com um grande refrão, riffs pesadíssimos e um clímax de tirar o fôlego. Outra letra fenomenal, comparando humanos com animais (bem ao estilo Roger Waters) e um impressionante trabalho de percussão/bateria.

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"Vigniti Tres" nada mais é que uma despedida atmosférica, uma maneira de se desligar da viagem de "10.000 days" e voltar ao mundo real. Nada mais apropriado do que isso, já que é preciso mesmo alguns minutos para conseguir sair do transe causado pelo Tool. Talvez não tão poderoso como "Aenima" ou "Lateralus", mas com certeza tão ou mais ousado.

Vale citar também a embalagem: se o Tool sempre deu uma atenção especial a parte visual de seus clipes e todo tipo de material gráfico, "10.000 Days" é com certeza um marco na história da banda. A versão importada vem com lentes estereoscópicas inseridas na capa, e a caixa permite que você veja todo livreto com as lentes, unindo todas as imagens de cada página do encarte e provocando um efeito 3D sensacional. Vale conferir!

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Site: http://www.toolband.com

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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua...

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