Resenha - Yoshimi Battles The Pink Robots - Flaming Lips
Por Ricardo Seelig
Postado em 23 de abril de 2006
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Finalmente um dos melhores, e mais originais, álbuns dos últimos anos ganha versão nacional. Lançado originalmente em 16 de julho de 2002, "Yoshimi Battles The Pink Robots" é o décimo-primeiro álbum da banda americana Flaming Lips. Marca definitiva na carreira do grupo, apresenta em suas onze faixas uma sonoridade que já foi definida inúmeras vezes pela crítica como "indefinível", mas que é, em sua essência, a união das influências psicodélicas que acompanham a banda desde o início (Pink Floyd, Steely Dan e, mais recentemente, Radiohead) à generosas doses de pop.

Esta alquimia a princípio tão dissonante fica clara já na primeira música, "Fight Test". Balada lisérgica por excelência, torna-se de fácil audição justamente por suas características pop. Enquanto as influências acid empurram a sonoridade na construção de um arranjo belíssimo, o lado pop está presente nas inspiradas linhas vocais do líder Wayne Coyne.
A criatividade do grupo é posta à prova em composições como "One More Robot / Sympathy 3000-21". O resultado é um Radiohead despido de sua pretensão artística em saborosas gemas pop.
A saga da garotinha Yoshimi contra os robôs cor de rosa é contada em duas partes. A primeira é uma deliciosa balada que une uma levada de violão repleta de melancolia à batidas eletrônicas, e que com certeza foi ouvida à exaustão por Jason Lytle, vocalista e principal compositor do Grandaddy, antes deste lançar o álbum "Sumday", de 2003. Já a segunda parte é a trilha sonora do confronto da menininha com os seus algozes. Totalmente influenciada pela sonoridade das trilhas de videogame, transporta o ouvinte literalmente para o centro da batalha.
"In The Morning Of The Magicians" é de um lirismo e de uma sensibilidade palpáveis. Simples e bela, vai derramando acordes aos poucos, criando o caminho para uma jornada inesquecível. Na mesma linha, "Are You A Hypnotist ??" é literal em todos os sentidos.
Antes de seu final, "Yoshimi Battles The Pink Robots" ainda nos entrega "Do You Realize ?", uma das melhores canções de toda a carreira do grupo. Mais uma vez usando a criatividade para levar o pop a caminhos bem mais amplos daqueles que estamos acostumados, solta belas linhas vocais sobre uma sonoridade acústica que purifica até a alma.
Uma experiência ampla e, para quem tem os ouvidos e horizontes mais fechados, até um pouco traumatizante, "Yoshimi Battles The Pink Robots" escreve o seu nome na história ao lado de álbuns fundamentais como "Yankee Hotel Foxtrot" do Wilco, "Pet Sound" dos Beach Boys e "Revolver" dos Beatles. Estas três citações, que podem a princípio parecerem exageradas, caem por terra à primeira audição do disco.
Criatividade e originalidade conduzidas pela leveza de espírito: este é o segredo do Flaming Lips. Além, é claro, de uma generosa dose de talento.
Faixas:
1. Fight Test
2. One More Robot / Sympathy 3000-21
3. Yoshimi Battles The Pink Robots Pt 1
4. Yoshimi Battles The Pink Robots Pt 2
5. In The Morning Of The Magicians
6. Ego Tripping At The Gates Of Hell
7. Are You Hypnotist ??
8. It´s Summertime
9. Do You Realize ??
10. All We Have Is Now
11. Approaching Pavonis Mons By Balloon
Outras resenhas de Yoshimi Battles The Pink Robots - Flaming Lips
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Steve Harris conta o que Brian May disse sobre o show do Iron Maiden no Rock in Rio I
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
Dave Lombardo comenta lenda dos 33 minutos de "Reign in Blood"
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
Classic Rock ranqueia discografia do Bon Jovi do pior ao melhor álbum
O show em que o Iron Maiden tocou Van Halen, de acordo com Adrian Smith
O clássico do Angra de Andre Matos que parece com faixa do "MI'RAJ", segundo Edu Falaschi
O guitarrista que Keith Richards não queria que entrasse nos Stones, apesar de tocar muito
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
Deep Purple lança "Guilt Trippin'", faixa de seu próximo disco de estúdio
O hit de Raul Seixas inspirado em visita de E.T, mas confundido com mensagem marxista
Heavy metal: cinco grandes formações que nunca mais se reunirão
Site americano aponta banda que é a maior piada do metal de todos os tempos


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



