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Resenha - Inferno Museum - Allhelluja

Por Paulo Finatto Jr.
Em 19/09/05

Nota: 8

Curioso. No mínimo curioso. A banda sueca Allhelluja junta há menos de dois anos, está com o seu primeiro álbum lançado aqui no Brasil também. "Inferno Museum", apenas pela capa, já deve atrair uma boa porcentagem de fãs para suas proximidades. Não só isso. O quarteto faz uma música que foge dos já saturados estilos dentro do metal (como o melódico, progressivo e gótico), sem tentar liderar uma revolução dentro do nosso meio musical.

Jacob Bredahl (vocal, e também da banda Hatesphere), Massimo Gajer (guitarra), Roberto Gelli (baixo) e Stefano Longhi (bateria) pela capa dão a entender que formam uma banda de hard rock. Mas não. Desenvolvem um heavy metal cru e direto, com fortes influências que vão do punk e hard rock ao thrash e hardcore. Seria mais ou menos como uma mistura entre Entombed e Motörhead, como a própria banda diz em seu ‘release’. A temática das letras foi toda baseada no livro "Dead Man Upright", uma obra considerada ‘psycho-sex serial killer’, do autor Derek Raymond.

Em todo o disco temos em evidência um ‘groove’, do início ao fim. E fica até complicado ouvir e não se empolgar; empolgar-se e não querer entender o porquê de o nosso Brasil não dar tanto espaço para bandas como o Allhelluja. Se está em falta um pouquinho de originalidade na hora das composições, a banda não deixa de lado a sua disposição para agradar. E sem invenções abominais, Jacob e sua banda apresenta um trabalho versátil dentro de suas propostas, em músicas que exploram todo o potencial do estilo em questão.

"A Perfect Man", faixa que abre o CD, tem uma áurea propriamente hardcore, mais ou menos como "Your Savior is Here", esta última que tem uma diferença: trazer maiores diversificações quanto às linhas de voz de Jacob Bredahl. E esta é uma característica que deve ser mais experimentada, para quem sabe, dar ao grupo uma personalidade própria e marcante. Mas isso deve ser feito sem deixar de lado os riffs pesados, para evitar a vinculação do nome do Allhelluja entre as bandas POP da atualidade (me parece ser mesmo uma intenção do conjunto). "Miss M" apresenta todas as influências já citadas, levemente diferente de "Who’s Gonna Kill My Lady?", uma das melhores faixas do disco. Isso porque é pela primeira vez que estamos de um refrão que consegue, finalmente, empolgar de verdade. Por fim, o último destaque acaba ficando com "Gettin’ Closer", novamente com um refrão empolgante, e ainda, uma pegada essencialmente heavy metal. Se o grupo seguir seu direcionamento para um lado mais tradicional como estas duas últimas músicas citadas, certamente a repercussão deverá ser muito mais grandiosa entre os fãs mais céticos do gênero.

Mas de qualquer forma, nada de mesmice em uma proposta honesta. Este é o Allhelluja, desconhecido por enquanto aqui no nosso país, mas acessível a todos com o seu "Inferno Museum" lançado pela Hellion Records. Talvez você goste, por isso eu acho que vale como indicação, pelo menos...

Site oficial: www.allhelluja.com

Line-up:
Jacob Bredahl (vocal);
Massimo Gajer (guitarra);
Roberto Gelli (baixo);
Stefano Longhi (bateria).

Track-list:
01. A Perfect Man
02. Your Savior is Here
03. Ego Te Absolve
04. Miss M
05. Inferno Museum
06. Who’s Gonna Kill My Lady?
07. God is Laughing
08. Nervous Titter
09. Gettin’ Closer
10. Devil’s Kiss

Material cedido por:
Hellion Records
http://www.hellion.com.br


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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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