Resenha - Doomsday Machine - Arch Enemy

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 8


O sueco Arch Enemy coloca no mercado "Doomsday Machine", seu sexto álbum de estúdio, com a formação inalterada contando com Angela Gossow (voz), Mike Amott (guitarra), Christopher Amott (guitarra), Sharlee D'Angelo (baixo) e Daniel Elandsson (bateria). As faixas basicamente reciclam a mesma fórmula de equilíbrio entre melodia e agressão dos discos anteriores, porém com alguns incrementos bastante interessantes.

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Comparando com seu antecessor, "Antems Of Rebellion" (2003), este registro oferece um peso extra nas composições que já eram fortes por natureza, assim como maior presença de melodias. As habilidades dos irmãos Amott nas guitarras continuam surpreendentes, despejando riffs bombásticos e Michael, um dos nomes mais reverenciados nas seis cordas do mundo metálico, teve uma preocupação toda especial com seus solos, que estão cada vez mais virtuosos, o que é relativamente incomum dentro do death metal melódico e com certeza o grande ponto alto do Arch Enemy.

A atuação da seção rítmica somente faz os méritos de "Doomsday Machine" aumentarem ainda mais, pois Sharlee e Daniel tem bom senso e criatividade para executar exatamente o que é necessário no momento correto, se ajustando perfeitamente em cada canção numa sincronia que é de cair o queixo.

O desempenho da alemã Angela merece comentários à parte, pois esta loirinha conseguiu impressionar a todos com seus rosnados de uma agressividade completamente masculina desde sua entrada na banda. Porém, em "Doomsday Machine" sua linhas vocais estão recheadas com camadas de efeitos, com um resultado final que mexerá com a opinião de muitos fãs. Se nos discos anteriores ela urrava como um monstro, agora é um monstro usando a tecnologia, um verdadeiro Frankenstein.

Desde a instrumental que abre o disco até "Slaves Of Yesterday ", o que se ouve é uma ótima mescla de death metal melódico com o thrash norte-americano oitentista, mas que possui sua própria identidade graças ao talento de seus músicos, em especial ao já citado trabalhos das guitarras, que não possuem único riff ou solo medianos. Novamente com a estupenda produção de Andy Sneap, o ouvinte tem a garantia de clareza e profundidade abundantes nos instrumentos, com uma consistência que impressiona em todos os momentos da audição, sendo bastante indicado a constar na prateleira dos amantes de qualquer gênero do Heavy Metal.

ARCH ENEMY - Doomsday Machine
(2005 / Century Media - importado)

01. Enter The Machine
02. Taking Back My Soul
03. Nemesis My Apocalypse
04. Carry The Cross
05. I Am Legend / Out For Blood
06. Skeleton Dance
07. Hybrids Of Steel
08. Mechanic
09. God Creation
10. Machtkampf
11. Slaves Of Yesterday

Homepage: www.archenemy.net


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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