Resenha - Aeronautics - Masterplan
Por Clóvis Eduardo
Postado em 01 de junho de 2005
Nota: 9 ![]()
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Lendo algumas entrevistas e comentários do guitarrista Roland Grapow sobre a nova fase que o Masterplan está vivendo, somos obrigados a concordar que o cara tem toda a razão. É um novo período, onde todos os integrantes estão ainda mais atuantes e o que é melhor, aparentemente rejuvenescidos. Mesmo sabendo que o vocalista Jorn Lande participa como convidado em algumas bandas, tem o projeto solo e ainda ataca no Masterplan, é de ficar espantado com o seu poder. Não é novidade que Jorn tem aparecido tanto na mídia especializada quanto fenômenos da música "popularesca" brasileira na televisão em programas de auditório.

O próprio Roland também pode ser considerado um fenômeno não pelo que ele já fez na carreira. Assim que deixamos o passado de lado, a prova maior está em "Aeronautics", sem esquecer do CD de estréia do grupo, que demorou a sair de alguns aparelhos de som, inclusive do meu. Roland é um monstro na guitarra e eu desconfio que todo mundo já tenha certeza disso. Agora, sacar que ele unido de Jorn, do ídolo mor de uma geração de bateristas, Uli Kusch, do adorador de baixos estilizados, Jan S. Eckert e do tecladista (enfim oficial), Axel Mackenrottn as composições seriam tão incríveis e destacáveis. O guitarrista admitiu que várias músicas tiveram a participação de todos os músicos, e que foi deixado de lado aquele individualismo que não leva a nada.
Axel escreveu duas músicas e o baixista Jan fez uma bela balada chamada "After This War". Além disso, Jorn Lande foi mais presente na composição, o que, admite Roland Grapow, foi decisivo para que ele e Uli fizessem um trabalho tão dedicado. Enfim, o Masterplan passou firme pelo teste de fogo e mostrou que é muito mais do que um projeto de power metal. É sim uma das melhores bandas da atualidade. Ao escutar belezinhas como "Crimson Rider" e todo aquele ar épico envolto em aeronaves, ficamos à deriva de levadas contagiantes e uma harmonia conseguida por Axel muito destacável.
Abro um tópico para Jorn Lande. Vejo em todo lugar elogios a ele e percebo que só falta chamarem-no de lindo (deixa as meninas julgarem isso). O cara recebe tanta rasgação de seda, que é um motivo a mais para tomarmos cuidado ao criticarmos o trabalho vocal de "Aeronautics". A gente que é inexperiente tenta fazer ar de: "oh, aqui ele deu uma desafinada, que incompetente", mas o que conseguimos é apenas nos tornarmos mais fãs do cara. Ainda incrédulos do que ele fez em "Into The Light" no CD passado, não me sinto em condições de julgar "Headbanger's Ballroom". Haja garganta!
"Wounds" é linda, "I´m Not afraid" é chamativa, "Into the Area" é pesadíssima e "Falling Sparrow" é emocionante. Para que citar mais músicas se já temos belas composições reunidas em um CD? A não ser que você não ouça a última faixa, "Black in The Burn". Isso sim que é música! Nove minutos de tradicionalismo metálico e algumas doses de progressividade unida por passagens de cair o queixo em performances deslumbrantes de todos os integrantes. Ouça e comprove.
Nota dez é para trabalhos perfeitos, aqueles que ficam para a história. "Aeronautics" com mais algumas 20 ou 30 audições poderia se tornar um ícone de uma era, pelo menos para mim, mas cuidaremos nos termos para que o Masterplan não se conforme com este disco, e que tente cada vez mais atingir a perfeição. Até por que ainda não dá para ficar totalmente contente, pois não vejo graça nenhuma em saber que o EP "Back From My Life", contém várias músicas inéditas, e os meus recursos financeiros estão escassos. Fico só com o "Aeronautics", por enquanto.
Laser Company – Rock Brigade
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