Resenha - Eyes of Alice Cooper - Alice Cooper

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Por Raphael Crespo
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Alice Cooper é mesmo incansável. Inventor do hard rock-terror teatral, com maquiagens diabólicas e cenários assustadores em seus shows, antes mesmo do surgimento do Kiss, ele aparece com gás de menino em mais um lançamento de inéditas, acompanhado de uma excelente banda e com composições que o levam de volta às raízes do bom e velho hard rock. Depois dos pesadíssimos e agressivos Brutal Planet e Dragontown, The Eyes of Alice Cooper pisa no freio do peso, mas agrada em cheio.

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Não que o peso não esteja presente. Pelo contrário. Ele aparece logo de cara na primeira faixa, a ótima What do you whant from me?, e segue dando o ar da graça em outras como Detroit City, Backyard Brawl, Spirits rebellious e, principalmente, em I'm so angry, que, em certos momentos, beira o punk rock, assim como Man of the year.

Outras, como Between High School & Old School, Love should never felt like this, Novocaine e Bye, bye, baby não deixam o clima cair, mas lembram um pouco mais o hard rock farofa das bandas de meados dos anos 80 e início dos 90, com um pique quase pop, típico do estilo daquela época, mas longe das caras e bocas feitas por aqueles músicos.

Como todo bom CD de hard rock tem que contar pelo menos com uma boa balada, The Eyes of Alice Coopers não é diferente. Be with you a while, a sexta faixa, é Alice Cooper falando de amor. Passando longe de temas melódicos, The house is haunted tem um clima macabro e fala de uma casa mal-assombrada. Já a irônica balada The song that didn't rhyme narra a história de uma canção que, apesar de muito ruim, não sai da cabeça de jeito nenhum, e o compositor agradece ao ouvinte pelos US$ 12,99 gastos pela música, meio que numa crítica ao lixo que é vendido e comprado como música boa pela grande indústria.

A banda que acompanha Alice Cooper em seu novo disco, a começar pela bateria, dispensa maiores apresentações e conta com músicos de primeira linha. O dono das baquetas é ninguém menos que o monstro Eric Singer, que tem passagens por dinossauros como Kiss e Black Sabbath. As guitarras são de Eric Dover (ex-Slash's Snakepit) e Ryan Roxie, que também já tocou com Slash e em álbuns solos do também ex-guitarrista do Guns n' Roses Gilby Clarke. O desconhecido, porém ótimo, baixista é Chuck Garric e os teclados ficam por conta de Ted Andreadis, outro com passagem pelo Slash's Snakepit.


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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.

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