Resenha - Native Tongue - Poison
Por Ricardo
Postado em 02 de abril de 2004
Este é um disco que mostra um Poison um pouco diferente do que estamos acostumados. Não é aquele do Open Up And Say... Ahh!, ou do Look What The Cat Dragged In, ou mesmo do mais novo disco do quarteto, o Hollyweird. Com a saída de C.C., devido a tensões entre ele e Bret Michaelis, o Poison recrutaria o guitarrista iniciante Richie Kotzen, que já tinha ótimos trabalhos solo gravados, como Fever Dream. O novo som da banda se mostraria mais encorpado e com uma dose extra de virtuosismo, com as influências mais marcantes de blues de Kotzen. Um disco diferente, mas mesmo assim, um excelente disco.

O disco começa com uma vinheta, "Native Tongue", com uma batida bem tribal, dando o tom do tema do disco. A seguir, sem parada, somos presenteados com a ótima "The Scream", um ótimo hard rock bem naquele estilão melódico com blues, e com excelentes riffs de Kotzen. Bret Michaelis também está excelente aqui, sua voz nunca esteve melhor em qualquer outro disco da banda. Em seguida, uma diminuída no andamento para uma ótima balada da banda, "Stand", com direito a coro soul e tudo, ótima música, ótimos backings! A seguir a ótima "Stay Alive", com um ótimo groove, seguida por outra boa balada, "Until You Suffer Some (Fire and Ice)", com um excelente backing de Kotzen.
A seguir um excelente riff dá a intro da ótima "Body Talk", essa música é a que tem os melhores riffs do disco na minha humilde opinião, porém a próxima, "Bring It Home" não fica muito atrás, e Kotzen dá um show com sua voz de backing e solos matadores!! "7 Days Over You" também mostra uma batida pulsante, alegre, outra ótima música. Segue outra vinheta, "Richie's Acoustic Thing", um solo muito legal de Kotzen ao violão, a coisa acústica de Richie, como diz o título, já caindo em outro ótimo som, "Ain't That The Truth", bem bluesy, com um excelente groove e linhas matadoras de guitarra. A seguir, temos mais uma belíssima balada, "Theater Of My Soul", linda música.
A seguir, um ótimo riff, seguido por vocais dá início à excelente "Strike Up The Band". "Ride Child Ride" e "Blind Faith" mantém o ritmo e a pulsação, não acrescentam nada, mas também não atrapalham, e mantém o nível do disco. Para fechar com muito estilo o disco, nada melhor do que um bluezinho, "Bastard Son Of A Thousand Blues", onde a banda manda muito bem nos solos de gaita e guitarra, excelente música para fechar um excelente disco.
Após esse ótimo disco da banda, algumas divergências fariam com que Richie Kotzen abandonasse o Poison e seguisse sua carreira solo. Realmente uma pena, pois a união Kotzen-Poison resultou em um mais do que excelente trabalho, que poderia dar frutos a muitos mais, não querendo desmerecer o trabalho de C.C., que também manda muito bem a seu modo.
Um daqueles discos que qualquer fã inveterado de um bom rock deve ter em sua prateleira, pois é uma pérola rara do Poison.
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