Resenha - Sleepy Buildings - Gathering

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Por Sílvio Costa
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Não é possível medir a beleza. O Gathering prova isto no seu segundo álbum ao vivo, que traz canções de todos os seus seis discos de estúdio anteriores (de ...Always, de 1992 até If_Then_Else, de 2000)em arranjos semi-acústicos. É uma experiência única, onde o instrumental parece ter sido elaborado de modo a valorizar ainda mais a belíssima voz de Anneke van Giersbergen, numa autêntica viagem através de vocalizações angelicais e músicas que dispensam qualquer comentário adicional.

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A escolha do repertório não poderia ser mais adequada. Concentrando-se em músicas mais atmosféricas, de modo que se adequassem mais facilmente à proposta semi-acústica, a banda distribui com generosidade temas belíssimos como "Saturnine", "Shrink" (que quase não sofreu mudanças, já que a versão original é, basicamente, um dueto de voz e piano), dentre outras. Incrível mesmo é o fato de as músicas mais antigas (como "Like Fountains, do álbum Almost a Dance, de 1993) terem ficado tão boas quanto as composições mais recentes, já com Anneke nos vocais.

"Locked Away" ficou muito parecida com a original - presente no genial "How to Measure a Planet?" - aqui, entretanto, há apenas um violão (tocado pela própria Anneke) e o piano de Frank Boeijen e alguns efeitos. Não seria preciso mais para fazer uma grande abertura. Na seqüência, uma das mais belas canções da banda - "Saturnine" - também com poucas mudanças em relação à versão original.

Os pontos negativos ficam por conta da ausência de mais músicas do "Nighttime Birds" (1995), além da presença de duas faixas que, à primeira vista, não ficaram tão boas em suas versões semi-acústicas. "Eleanor" - um dos maiores clássicos da banda até hoje - ficou irreconhecível, além de ter perdido alguns de seus elementos essenciais (também ninguém ia querer pedal duplo em um disco com esta proposta) e "In Motion part II" também perdeu a pegada, ficando muito cheia de efeitos de teclado, com pouco espaço para o feeling presente na versão original.

A única faixa inédita - que dá nome ao álbum - é uma belíssima interpretação de Anneke. Trata-se de uma canção simples, mas bem construída e muito bela. Chega a lembrar, vagamente, alguma coisa de MPB (!), especialmente no arranjo, mas com aquela linha melódica que só o Gathering consegue ter.

Tracklist:
01. Locked Away
02. Saturnine
03. Amity
04. The Mirror Waters
05. Red is a Slow Colour
06. Sleepy Buildings
07. Travel
08. Shrink
09. In Motion Part II
10. Stonegarden
11. My Electricity
12. Eléanor
13. Marooned
14. Like Fountains

Line-up:
Anneke van Giersbergen - Vocals, acoustic guitars
René Rutten - Acoustic and Electric Guitars
Hans Rutten - Drums and Percussion
Frank Boeijen - Keyboards and Synthesizers
Hugo P. Geerligs - Bass


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Sobre Sílvio Costa

Formado em Direito e tentando novos caminhos agora no curso de História, Sílvio Costa é fanzineiro desde 1994. Começou a colaborar com o Whiplash postando reviews como usuário, mas com o tempo foi tomando gosto por escrever e espera um dia aprender como se faz isso. Já colaborou com algumas revistas e sites especializados em rock e heavy metal, mas tem o Whiplash no coração (sem demagogia, mas quem sabe assim o JPA me manda mais promos...). Amante de heavy metal há 15 anos, gosta de ser qualificado como eclético, mesmo que isto signifique ter que ouvir um pouco de Poison para diminuir o zumbido no ouvido depois de altas doses de metal extremo.

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