Resenha - Chameleon - Helloween

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Por Joe
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"Baladas pop? Naipe de metais? Grunge? Isso é mesmo Helloween?"

Impossível não ter tais pensamentos em mente quando da primeira audição deste que é tido pela massiva maioria dos fãs como o pior da banda. Mas, como sempre, não é essa minha opinião (tal "honra" pode ser dividida entre os dois últimos e pouco inspirados discos, "Dark Ride" e "Rabbit Don't Come Easy").

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A faixa de abertura "First Time" é empolgante, um heavy semi-pop, continuando o mesmo direcionamento do álbum anterior, o excelente "Pink Bubbles Go Ape". Emenda com a estranhamente agradável e pop "When The Sinner" (que ganhou um clipe bem legal), com direito a um naipe de metais no refrão, onde a única coisa dispensável é o saxofone que encerra a música. Na seqüência, "I Don't Wanna Cry No More", bela homenagem de Roland Grapow a seu falecido irmão. Em "Crazy Cat" voltam os metais, logo na introdução...

Ao longo do disco, vemos a banda arriscando e atirando pra todos os lados: progressivo ("Music"), acústico (na ótima "In The Night"), hard-pop (na também boa "Step Out Of Hell"), baladinhas ("Windmill"), grunge ("Revolution Now", com direito a um efeito legal imitando estalos do vinil) e por aí vai...

É, os alemães piraram mesmo... mudaram de vez... não necessariamente pra melhor, mas pelo menos eles arriscaram e ousaram um pouco, coisa que hoje em dia, pelo jeito, nem passa na cabeça dos rabugentos e acomodados Michael Weikath e Marcus Grosskopf... Saudades desses tempos...

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