Resenha - (Music From) The Elder - Kiss

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Por Joe
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Nota 10

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O ano era de 1981 e o Kiss vinha totalmente desacreditado ao estúdio para gravar seu novo álbum. Totalmente execrado pela crítica e por grande parte de seu público com "Unmasked", a banda queria demonstrar um amadurecimento até então inimaginável. Com Eric Carr, que já havia cumprido a turnê anterior, a postos no lugar de Peter Criss, a banda se cercou do produtor Bob Ezrin (que havia produzido seu melhor disco, "Destroyer", além de ter trabalhado ao lado de Alice Cooper e Pink Floyd) e de um convidado especial como co-autor em algumas faixas... ninguém menos que Lou Reed!

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Nascia assim (Music From) "The Elder", uma trilha sonora de um suposto filme medieval (que, claro, nunca existiu). De cara, os velhos fãs já se espantaram (inclusive este que vos escreve). A abertura do disco, com "Odyssey" e "Just a Boy" mostrava o Kiss tocando rock... progressivo! Isso mesmo! Não dava pra acreditar... adiantando o disco (onde estariam os velhos hard rocks da banda?), ainda vinha "Only You", com Gene Simmons e uma linha vocal bem diferente, mas enfim as guitarras apareciam...

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Mas que disco estranho... "Under the Rose" e seu refrão medieval (Rhapsody, chupe meu pau!), orquestrações... que diabos estava acontecendo? Já quase vencido pelo cansaço, finalmente aparecem "Dark Light" (cantada por Ace Frehley, com um solo pra lá de inspirado), a pesada "The Oath" (com um puta dum riff!), a sinistra "Mr. Blackwell", a instrumental "Escape From The Island", e a faixa de encerramento, totalmente Kiss "I". Mas o duro era ver Gene Simmons chorando no video promocional de "A World Without Heroes"...

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Na época, obviamente, como qualquer fã que se prezasse, odiei! Passado algum tempo, mais velho e entendedor de música, percebi que esse na verdade é o album mais adulto do Kiss, o mais trabalhado e um dos melhores, embora sua sonoridade fuja totalmente do padrão. E não poderia ser diferente, pois, como já vinha acontecendo, alguns músicos não pertencentes à banda participaram da gravação (Ace só gravou guitarra mesmo em "Dark Light" e fez uma ou outra base).

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Assim sendo, o disco foi o único da banda a não atingir disco de ouro. E nem a banda fez turnê pra promovê-lo. Mas, mesmo assim, é altamente recomendável, especialmente pra se ver do que uma banda é capaz quando quer fugir do marasmo...

Obra prima incontestável!

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