Resenha - If You Want Blood, You've Got It - AC/DC
Por André Toral
Postado em 31 de julho de 2000
Podem dizer o que for, que o AC/DC é sempre igual, sem músicos virtuosos, etc., mas nós, fãs, até nos orgulhamos disso, pois a banda prefere manter-se fiel ao seu estilo original, sem se arriscar em inovações duvidosas, no sentido de preservar seus fãs antigos e arrebanhar novos apreciadores do mais puro rock.
AC/DC - Mais Novidades
Literalmente, esta é uma banda que em poucos minutos de música empolga uma multidão de fãs ao redor do mundo, o que não ocorre com uma série de outros grupos, digamos, "atualizados". Mas isto não é de agora, já que desde o início o AC/DC vem trazendo esta empolgação refletida em seus álbuns, inclusive nos que são ao vivo, como If You Want Blood You’ve Got It.
Ao comentar este petardo, faz-se necessário defini-lo como sendo puro rock, na veia! Foi um álbum que festejou os cinco primeiros trabalhos da banda, na seguinte ordem: High Voltage, T.N.T, Dirty Deeds Done Dirt Cheap, Let There Be Rock e Powerage.
De início, temos a super badalada Riff Raff, com Angus Young executando um dos riffs mais poderosos da história do rock and roll; somando-se a isso, Bon Scott solta seu vocal nervoso, rouco e enlouquecido. Logo após, temos um hit muito famoso que é Hell Ain’t A Bad Place To Be, com uma pegada que se destaca por estar melhor do que em estúdio - aliás, esta é uma característica presente em quase todas as músicas, para não dizer que é geral. Para incendiar a pobre platéia presente neste show, nada melhor do que a potentíssima Bad Boy Boogie, onde Angus Young ataca a platéia como ainda o faz, ou seja, estabelecendo um diálogo entre sua guitarra e as pessoas presentes - realmente incrível! A festa continua com a sacana e blueseira The Jack, cantada por todos com uma empolgação absoluta; além disso, Bon Scott mostra uma raça fora do absurdo ao interpretar esta canção. Mas não paramos por aqui, como é típico em se tratando de AC/DC, pois damos de cara com outro hit incontestável, que se chama Problem Child; a energia emanada de toda a banda é o destaque especial, bem como sua interpretação ao vivo, soando fiel ao som de estúdio - isto é uma marca registrada. Quando já não sabemos mais o que esperar, vem justamente uma das canções mais rock and roll existentes em toda a história do estilo, ou seja, Whole Lotta Rosie; impressionante como percebemos que o sentimento ao escutá-la é o de estarmos presentes dentro do show - If You Want Blood You’ve Got It é todo assim, tenham certeza! Já Rock‘n’Roll Damnation se afirma como um som marginal, com uma batida empolgante e excelente performance. Com High Voltage, Let There Be Rock e Rocker, enfim, finaliza-se um álbum poderoso, cujo principal atrativo é o de se sentir dentro do próprio espetáculo. Atualmente podemos dizer que tal façanha está se tornando rara. Tudo isso sem contar que essas canções ao vivo passaram a ter mais energia do que as originais de estúdio - imagina só!
Vale dizer que a produção está excelente, considerando-se a época.
Pode até ser que If You Want Blood You’ve Got It seja curto e que pudesse apresentar mais músicas, mas isso não o diminui, em hipótese alguma.
Portanto, se você se considera um tremendo fã de rock, não deixe de ouvir este álbum, de uma excelente banda, que vem impressionando o mundo a cada novo trabalho: e dá-lhe Stiff Upper Lip!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música do Alice in Chains, na opinião de Max Cavalera
5 músicas de heavy metal que até quem não gosta conhece
Eddie Vedder toma banho de cerveja belga em eliminação americana da Copa
5 músicas de rock que tocaram tanto que o brasileiro não aguenta mais ouvir
U2 lança "Street Of Dreams" e inicia nova fase com primeiro álbum inédito em nove anos
O que poderia ter mudado a história do Sepultura, na visão de Max Cavalera
A verdadeira origem da cavalgada do Iron Maiden, segundo Steve Harris
O melhor cantor que surgiu após os anos 1970, segundo Jimmy Page
O clássico do Alice in Chains que Kerry King considera uma música incrível
Como uma gravadora de sertanejo bancou o disco mais progressivo do Brasil
Os 250 melhores álbuns americanos de todos os tempos, segundo a UCR
O show que fez a cabeça de Jimmy Page em 1965; "mudou minha forma de enxergar a música"
Os cinco guitarristas favoritos de Dave Mustaine e o motivo de cada escolha
Como foi o último show do Sepultura com Max Cavalera, segundo os membros da banda
A crítica hipócrita que Roger Waters faz a Bob Dylan: "Não assisto, é perturbador"

O guitarrista que James Hetfield queria ter sido antes de criar o Metallica
A banda clássica que Pete Townshend criticou por fazer sempre o mesmo álbum
Sobre o que realmente fala o maior clássico do AC/DC
Os guitarristas que para Angus Young fazem os melhores solos do rock com menos de três notas
O álbum favorito de Angus Young da fase do AC/DC com Bon Scott
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
O gigante do jazz que impressionou Angus Young; "um dos maiores músicos de todos os tempos"
A participação de Tina Turner na reviravolta que mudou o destino do AC/DC
As três bandas históricas que estariam no festival dos sonhos de Scott Ian do Anthrax
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos


