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Resenha - Theatre Of Fate - Viper

Por
Postado em 21 de julho de 2000

Com este álbum, o Viper, sendo uma das principais bandas nacionais de heavy metal, passou a soar mais autêntico. Seu antecessor, Soldairs of Sunrise, ficou muito distanciado daquilo que Theatre of Fate trazia, sonoramente. Indiscutivelmente, houve uma guinada quase que total; a começar pela produção mais elaborada. Outro fato marcante foi a saída de Cassio Audi(ex- baterista) para a entrada de Guilherme Martins (atual baterista do Toy Shop, antes Party Up); completando o time, André Matos (vocal; agora com seus 17 anos de idade), Yves Passarell (guitarra), Felipe Machado (guitarra) e Pit Passarell (baixo), foram responsáveis por um álbum muito mais trabalhado e diferenciado do que haviam feito antes.

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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Facilmente podemos encontrar muito mais melodia do que o peso antes apresentado em Soladairs of Sunrise. Quem presenciou de perto o lançamento deste álbum sabe que houve quem amasse e detesta-se Theatre of Fate- segundo alguns, faltava o peso que a banda tinha. De qualquer forma, absolutamente, não pode-se dizer que o peso é algo escasso neste álbum. Elementos de música clássica estão inseridos no conteúdo musical, devido aos estudos de André Matos, voltados para esta área.

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Tecnicamente, os vocais estão mais definidos, trabalhados e nítidos- certo que a produção melhorada ajudou muito para isso. As guitarras vieram mais afinadas, bem como um baixo mais destacado. Em se tratando de bateria, vale dizer que a mesma não foi tão quebrada quanto em Soldairs of Sunrise. Saldo final: uma banda muito mais evoluída, tecnicamente e musicalmente.

Ao analisar o conteúdo, temos a bela e profunda melodia introdutória de Illusions. Logo após, podemos escutar a maravilhosa At Least a Chance, com guitarras melódicas, música clássica e um vocal que chega a ser alto; o teclado existente no fundo dá um toque todo especial. To Live Again foi um clássico justificado por todos os aspectos; seus arranjos são belos, onde as guitarras são o destaque especial, bem como o encaixe do vocal à estrutura da música. A seguir, temos toda a formosura em moldura melódica de A Cry From the Edge, que foi o clip do álbum. Sua introdução é de emocionar qualquer amante do heavy melódico, com as duas guitarras juntas em ação; após isso, o peso toma conta do pedaço, provando que o Viper, até 1989, foi perito em saber dosar melodia e heavy tradicional. Já Living for the Night foi, indiscutivelmente, o maior sucesso da banda; possui uma introdução com violão e voz absurdamente bonita. Prelude to Oblivion é outro ponto forte aonde se nota uma bela mescla de heavy melódico com música clássica. Dando seqüência, a faixa- título se mostra pesada e é a música mais longa do álbum, mostrando que André Matos, desde então, preparava seu caminho para ser o que, então, é atualmente: um dos melhores vocalistas. Para finalizar este excelente álbum, temos a super clássica Moonlight que é uma adaptação da sonata de Bethoveen, onde André Matos, à época, colocou uma grande dose de lirismo em sua voz, provando ser capaz de atuar não só no heavy metal.

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Enfim, um álbum que provou, em pouco tempo, considerando-se o início da banda, todo um poderio de evolução, sob todos os ângulos.

A título de curiosidade, foram relançados Soldairs of Sunrise e Theatre of Fate em versão CD- 2 em 1- pela Paradoxx Music; possui um encarte luxuoso com algumas fotos e uma biografia da banda- vale muito a pena!

Up the Vipers!

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Sobre André Toral

Formado em Administração de Empresas. Curte Hard clássico dos anos 70 e início dos 80; Heavy Metal é sua religião.
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