Resenha - Testimony - Neal Morse
Por Thiago Sarkis
Postado em 03 de novembro de 2003
Nota: 9 ![]()
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A atualidade do progressivo aponta para vários mestres. Porém, para os fãs do estilo antes da onda que se aliou ao metal, provavelmente o Spock’s Beard despontava como a grande pedida. Subseqüentemente, quando Neal Morse anunciou sua saída da banda, o abalo foi enorme. E com razão prévia e agora totalmente atestada em mais de duas horas de música de seu novo álbum solo, "Testimony".

Anteriormente a história de vida e a particularidade do compositor expunham-se com maior vigor em "V", quinto trabalho de estúdio de sua antiga banda. Ele mesmo admite isso. Contudo, a mudança radical na rotina a partir do "encontro com Deus" (nas palavras do próprio Morse) trouxeram uma nova maneira de enxergar as situações, e isso fica bem claro neste verdadeiro "testemunho" e louvor feito por ele à sua grande inspiração.
Algumas letras colocam obstáculos à audição, devido à impregnação da religiosidade. De qualquer forma, são perceptíveis os objetivos de Neal em elaborar seus pensamentos consigo mesmo, como sujeito, e não uma vontade de pregar e chatear o ouvinte.
Conseguir desviar dos estorvos é algo certamente necessário, porquanto deixar de ouvir um disco como este pelo enfrentamento de tais dificuldades configura-se num equívoco, pela musicalidade tremenda apresentada.
Contando com Mike Portnoy (Dream Theater) na bateria e participações como a de Kerry Livgren (Kansas), o ex-líder do Spock’s Beard desliza por vinte e nove faixas o melhor do rock progressivo hoje em dia. Além de elementos já famosos em seu modo de compor, há uma exposição de um óbvio não tão evidente em tempos passados, como as influências de Chick Corea, Al Di Meola e a intensidade de Lizst, Wagner, Bruckner.
Não há porque deixar de ouvir o Spock’s Beard, o qual dá continuidade à sua história. Tem méritos e é, de fato, um conjunto fantástico, muito talentoso. Neal Morse é um gênio. A diferença é esta, simples assim. 9.5 / 10
Lançado pela Metal Blade - 2003
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