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Resenha - Greatest Lovesongs Volume 666 - H.I.M

Por Sílvio Costa
Em 05/09/03

Os finlandeses do H.I.M já conquistaram o mainstream europeu, graças, em grande medida, à figura andrógina do vocalista Ville Valo e, é claro, ao seu incontestável talento e criatividade. Este é o primeiro álbum da banda e nele já estão presente todos aqueles elementos que caracterizam o H.I.M como um dos melhores grupos de gothic/darkwave da cena atual e os coloca um passo adiante da maioria das bandas que aderiram ao mesmo estilo. As razões para isso são muitas e ouvir este Greatest Lovesongs vol. 666 (grande título!) dá uma pequena mostra destas qualidades.

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Em primeiro lugar, o H.I.M mistura de modo absolutamente magistral bases pesadas com o acento pop da voz de Ville Valo. Isto é bem típico em canções como "It´s All Tears" ou "The Heartless", que é a mais pop do disco. Por outro lado, quando eles resolvem fazer baladas, surgem preciosidades como a lindíssima "When Love and Death Embrace", que não deixa de ser pesada, apesar do clima envolvente e romântico. Aliás, diversos dos elementos que definiriam os rumos que a banda tomaria nos discos posteriores começaram a ser definidos aqui. Tem-se, além das baladas e canções com acento pop já citadas, músicas estranhas como "The Beginning of the End" ou "For You".

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Misturar romantismo com temas mórbidos não é novidade nenhuma, seja na literatura ou até mesmo na música pesada. A originalidade do H.I.M está em adicionar à essa mistura elementos de música pop sem deixar de soar heavy metal por nenhum instante, mesmo nas baladas mais melódicas. Talvez por isso eles acabem conquistando os grandes canais da mídia (como já o fazem na Europa) sem perder os fãs de metal que os acompanham desde esse primeiro álbum. Tomara que algum selo se interesse e comece a lançar o restante da discografia da banda em versão nacional, já que tanto esse disco, quanto os posteriores, à exceção do também fantástico Razorblade Romance, só estão disponíveis em versões importadas.

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Sobre Sílvio Costa

Formado em Direito e tentando novos caminhos agora no curso de História, Sílvio Costa é fanzineiro desde 1994. Começou a colaborar com o Whiplash postando reviews como usuário, mas com o tempo foi tomando gosto por escrever e espera um dia aprender como se faz isso. Já colaborou com algumas revistas e sites especializados em rock e heavy metal, mas tem o Whiplash no coração (sem demagogia, mas quem sabe assim o JPA me manda mais promos...). Amante de heavy metal há 15 anos, gosta de ser qualificado como eclético, mesmo que isto signifique ter que ouvir um pouco de Poison para diminuir o zumbido no ouvido depois de altas doses de metal extremo.

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