Resenha - Sons of Northern Darkness - Immortal
Por Gilberto Minholi
Postado em 15 de fevereiro de 2003
Nota: 9 ![]()
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Atenção meus caros, eis que surge o novo álbum do IMMORTAL, porém não tão novo assim, visto que o mesmo foi lançado no primeiro semestre de 2002. Assim, vamos ao que interessa.
Gravado e mixado no Abyss Studios sob a batuta do renomado Peter Tägtgren (HYPOCRISY), e que também já havia trabalhado com a banda em seus dois discos anteriores, "At the Heart of Winter" (1999) e "Damned in Black" (2000), este "Sons of Northern Darkness", pode ser seguramente considerado um dos melhores trabalhos desta horda norueguesa, oriunda da cidade de Bergen, pois consegue dosar de forma correta o peso absurdo, a velocidade extrema, as partes mais cadenciadas (que estão agora mais evidentes) e as letras ou climas gélidos de sua música, aliás, tão gélidos que a cada novo álbum por eles lançado, penso que seria incorreto referir-se como "recém saído do forno"... "recém saído do freezer" soa bem melhor, pois o frio e a escuridão são o assunto predileto dos caras, o que eu particularmente acho ótimo, pois também não gosto nem um pouco de sol e calor. Todas as letras foram escritas pelo ex-guitarrista e atual empresário da banda que atende pelo "angelical" pseudônimo "Demonaz" e giram basicamente em torno de batalhas ou, como já foi citado acima, frio e escuridão. A produção está muito boa e todos os instrumentos podem ser ouvidos com perfeição (grande Peter, valeu!!!!).
A pancadaria começa com a melhor de todas, a espetacular e já fadada a hino "One by One", pesadíssima, com várias mudanças de andamento, riffs brutais, bastante rápidos e uma boa carga de Thrash Metal, influência esta também presente na seqüência, com a faixa que dá nome ao álbum e que tem uma introdução de bateria bem interessante, simples e sem frescura, contendo também um daqueles famosos (porém bem feitos) solos barulhentos de guitarra, que lembram uma briga de ratazanas histéricas.
Prosseguindo com a audição, daremos de ouvidos com a ‘mid-tempo’ "Tyrants", com suas palhetadas super rápidas e que, aliás, permeiam toda a bolachinha. No meio dela há um dedilhado bem melancólico, macabro e de gelar a alma até que a mesma se eleva, voltando depois a ficar cadenciada. Logo em seguida, porém, temos a matadora "Demonium" que vem arrebentando com tudo, em suma uma porrada na orelha e a sua letra é de uma "candura digna de um discurso papal", se é que vocês me entendem.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Within the Dark Mind", a próxima, vem numa velocidade moderada, mas explode "pra variar". "In my Kingdom Cold" surge de forma rápida e também é recheada de mudanças de andamento, mas então temos uma grata surpresa que atende pelo nome de "Antarctica" (que sede!), pois esta é um espetáculo à parte, têm uma introdução que nos remete ao sombrio e gélido vento polar num clima atmosférico, até cair em sua levada fantástica, e como de praxe, têm um núcleo tenso e psicótico.
Para encerrar a festa, "Beyond the North Waves", com uma introdução simples e funcional, com gélidos acordes misturados ao som de água corrente, forte influência de Quorthon, o ‘one man band’ do BATHORY em seu andamento, bastante épico e de certa forma viajante, na qual também desfrutamos de belas frases de guitarra ao seu final e uma parte falada com voz limpa, até terminar num bramido desesperado e ser encerrada pelo frio ameaçador (ouça e entenderás o que quero dizer!).
Concluindo, é um ótimo trabalho e que merece ser apreciado não somente pelos fãs de Black Metal, mas também por aqueles que gostam de música bem feita e bem tocada. Não é à toa que eles recentemente receberam duas indicações para o Grammy norueguês, concorrendo na categoria "Metal" junto ao Satyricon e Red Harvest, bem como teve este que vos comento indicado como "Melhor álbum". Temos nele todos os clichês do estilo, influências de thrash e death, vocais podres (do tipo vovô catarrento com bronquite), porém, com personalidade e extrema competência, portanto ouçam, tenham "ótimos" pesadelos com a localidade imaginária Blashyrkh e morram de frio!!!
OBS: Esta maldita resenha contém 666 palavras.
Duração – 50:14 (8 músicas)
Formação:
Abbath (guitarras/vocais)
Iscariah (baixo, substituído recentemente por Saroth)
Horgh (bateria)
Website oficial: www.immortal.nu
Material cedido por:
Nuclear Blast/Century Media Records
www.centurymedia.com.br ou www.nuclearblast.de
Telefone: (0xx11) 3097-8117
Fax: (0xx11) 3816-1195
Email: [email protected]
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