Resenha - Arion - Arion
Por Marcos A. M. Cruz
Postado em 22 de fevereiro de 2002
Nota: 9 ![]()
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Progressivo Sinfônico Clássico em pleno século XXII, feito no Brasil e de altíssima qualidade? Wow!!!
Os primeiros comentários que li sobre este trabalho davam conta de uma banda fortemente inspirada pelo Renaissance, comparação obviamente surgida pela presença da vocalista Tania Braz, assim como é costume comparar toda banda de Progressivo calcada nos 70's que possui flauta ao Jethro Tull... de fato, as duas primeiras faixas lembram um pouco Annie Haslam & Cia, e poderiam perfeitamente pertencer ao "Prologue" ou ao "Ashes Are Burning"; entretanto, aos meus ouvidos, o timbre vocal de Tania é um bocado diferente de Annie, e em momentos me lembrou um pouco Inga Rumpf, do Frumpy - provavelmente pelo fato de ambas não estarem cantando em sua língua natal, e com isso possuírem um certo sotaque proeminente...

Os arranjos são maravilhosos, e tudo é feito na medida certa, a instrumentação soando "redonda", sem os excessos que algumas bandas do gênero e derivados cometem, fazendo solos auto-indugentes ou experimentalistas de 20 minutos de duração, que podem até ser interessantes ao vivo, mas servem somente para cansar o ouvinte numa audição caseira - a não ser que ele esteja "aditivado"... :o))
Mas na realidade, a parca descrição acima é insuficiente para relatar a variedade de nuances e climas criados pela banda, sem sombra de dúvida um dos melhores lançamentos que ouvi nos últimos tempos dentro do gênero.
Duas são as possíveis críticas que podem surgir: o fato dos vocais serem em inglês (com excessão da última faixa, de autoria do compositor e poeta Thyaga, e cantada por ele mesmo), fato plenamente justificado pela ânsia da banda em atingir o mercado externo, pois infelizmente não dá para viver de Prog no Brasil...
"Arion de Lesbos existiu de fato: foi um poeta e músico que ganhou uma fortuna na corte do Rei Periandro de Corinto; porém, ele não nascera lá, e um dia pediu permissão ao Rei para visitar sua terra natal. Durante a viagem pelo Mediterrâneo, Arion aumentou ainda mais sua fortuna, graças ao seu talento.
Entretanto, isto despertou a cobiça dos marinheiros, que acabaram por lançá-lo ao mar com o objetivo de roubar o seu tesouro. Sentindo que o fim estava próximo, Arion começou a cantar um belíssimo hino a Apolo, que gostou muito da canção, acabando por enviar um golfinho para salvá-lo.
Quando os marinheiros retornaram à Corinto, o Rei os chamou para que explicassem a ausência do poeta. Eles então disseram que ele havia decidido ficar na Sicília; mas eis que Arion surge inesperadamente, vivo e ileso, e os tripulantes acabaram sendo presos e executados, tendo Arion recuperado seus bens."
A outra possível crítica seria a "ausência de novidades" para aqueles ouvintes que acham que, pelo fato de se enquadrar na categoria de "Rock Progressivo", as bandas devem obrigatoriamente apresentar algo de novo, fazendo jus ao sentido da palavra (=progressão), ou mesmo apresentando compassos intrincados em 7/8 ou algo do gênero...
a estes, um recado: deixem seus conceitos matemático-musicais e semânticos de lado e façam como Apolo: deixem a maravilhosa música do Arion penetrar os seus corações, ouvidos e mentes!
Tania Braz (voices) / Luciano Soares (guitar) / Sergio Paolucci (keyboards) / Carlos Linhares (bass) e Nelson Rosa (drums)
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