Resenha - Rosas e Vinho Tinto - Capital Inicial

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Por Rafael Carnovale
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E tome rock nacional na veia. Após um hiato de 3 anos, o Capital voltou com o cd "Atrás dos Olhos", tendo uma boa repercussão. O passo seguinte foi a gravação de um acústico para a MTV (que está se especializando em levantar bandas com esses programas) rendendo uma mega turnê e 1,5 milhões de cópias, além de um show excelente no Rock in Rio 3. Quem esperava que depois dessa a banda fosse se apegar ao formato acústico vai quebrar a cara com esse novo cd, "Rosas e Vinho Tinto". A começar pela banda, que perdeu o guitarrista Loro Jones e chamou para seu lugar o competente Yves Passarel (Viper).

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O resultado é um disco que segue a linha de todos os que a banda já fez antes. Um pop rock bem elaborado, com passagens ora mais agressivas, ora mais calmas, dando um bom resultado. Os violões se fazem presentes sim, mas as guitarras continuam lá, pulsantes e agressivas. O cd abre de cara com a melhor de todas, "220 Volts", onde a guitarra de Yves se faz presente e Dinho Ouro Preto canta uma letra meio sem nexo, porém empolgante. O cd alterna músicas mais rockeiras, como "Enquanto eu Falo", "Algum Dia" e a excelente faixa título, com momentos mais pop como "A sua Maneira", "Inocente", "Pra Ninguém" e a balada "Olhos Vermelhos", com teclados bem colocados. O quinto integrante, desde o acústico, Kiko Zambianchi, novamente marca presença, dando mais um toque pop ao cd. Outro destaque é a balada "Incondicionalmente" muito bem bolada e fazendo jus ao estilo do Capital Inicial. O rock de Brasília ainda vive.

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A banda é coesa e sem destaques individuais. Dinho sabe bem usar seu vocal, bem escorado pelos backings de Kiko Zambianchi. Yves foi uma boa escolha, pois toca bem e sabe colocar sua guitarra. E os irmãos Lemos (Fé e Flávio) são uma boa cozinha. Não há nenhum virtuose, mas sim uma banda super entrosada, capaz de produzir um bom cd.

Vale conferir. Um cd de destaque na história da banda. Que bom que eles não ficaram presos ao formato acústico. UFA!

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