Resenha - Colony - In Flames

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Por Ricardo Augusto Sarcinelli
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Falar do In Flames é sempre motivo de orgulho para mim. Sua proposta de fusão entre as vertentes melódicas e as mais agressivas do heavy metal é sem dúvida tão louvável quanto o resultado dela advindo. Seu mais recente álbum, Colony, o terceiro em sua carreira, difere um pouco do anterior (o excepcional "Whoracle") e, talvez por isso, numa primeira audição ele venha a parecer tecnicamente inferior quando àquele comparado. Este é um álbum que requer uma certa dose de paciência do ouvinte, no que tange à busca de empatia com as faixas. Melodias absurdamente bem construídas saltam aos ouvidos em meio a uma cozinha apocalíptica. Riffs letais criam texturas inimagináveis e abrem campo para solos inspirados – nada de novo em se tratando do já lendário Jesper Stromblad. As vocalizações continuam agressivas – extremamente, eu diria – e paradoxalmente melódicas. A dualidade entre melodia e agressividade impera num universo harmonioso, embora nem sempre de fácil assimilação, e esta é a maior virtude, ao passo que também o maior empecilho para ouvintes iniciados. Contudo, é sem dúvida alguma um álbum inteligente e ousado, que comprova a integridade desta banda e seu compromisso com a música pesada, em detrimento das participações e incursões de Jesper pelas vias mais moderadas do estilo (leia-se Hammerfall, Sinergy, entre outros), o que só vem a confirmar o pressuposto básico de que fronteiras existem somente para serem demolidas.

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Colony é um álbum homogêneo, entretanto, podemos destacar algumas músicas como "Embody The Invisible", "Ordinary Story" e "Coerced Coexistence".

Se você quer romper os limites auditivos e experimentar novos horizontes musicais, Colony pode ser uma boa pedida.

Nota: 8 (oito)

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