Resenha - Holy Dio - A Tribute to the Voice of Metal - Vários

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Por André Toral
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Caros amigos, temos no mercado o tributo mais badalado do ano. Para começar, vale dizer que Holy Dio é um tributo totalmente verdadeiro; ao contrário de Nativity in Black(tributo ao Black Sabbath)-cheio de bandas "descartáveis"-, onde só existem músicas da fase Ozzy em uma banda que teve gente como Dio, Gillan, Tony Martin etc. Em Holy Dio, são músicas de todas as fases em que Dio esteve em sua carreira, incluindo Black Sabbath e Rainbow, além, é claro, de sua magnifica carreira solo. Veja a demonstração:

Black Sabbath- 5 músicas
Rainbow- 7 músicas
Dio- 6 músicas

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Após isso, vale destacar que Holy Dio trouxe, na maioria, bandas conhecidas. Bandas que dão declarações de verdadeira devoção ao trabalho que Ronnie Dio desenvolveu ao longo de sua gloriosa carreira. Além do conteúdo musical, temos a arte que acompanha o álbum: magnifica! A capa é de assustar; traz o "monstro" tradicional com a corrente existente na capa do álbum Holy Diver. O encarte traz uma foto atual de Dio, com uma declaração- do próprio- de agradecimento aos artistas que participaram da elaboração deste projeto. E não para por aí, também existem comentários feitos por todas as bandas participantes, um mais interessante do que o outro!
No campo musical, temos 19 bandas- duas delas tocaram a mesma música, de maneira diferente.
O Blind Guardian é o carro-chefe; sua versão para Don’t Talk to Strangers ficou praticamente igual ao original, não fosse o vocal típico da banda. Até a parte instrumental se igualou ao original, onde o memorável solo da música também não sofreu grandes alterações. O Primal Fear atacou com Kill the King, onde seu único defeito foi o baixo vocal de Ralph Scheepers em relação aos instrumentos; a banda optou por modificar a estrutura da versão original, mas ficou muito bem tocada e inovativa. O Stratovarius também decidiu incluir o mesmo cover no tributo. Resultado: Kill the King duas vezes! No caso do Stratovarius, não se tratou de um cover recém feito, pois a banda já o havia concebido a bastante tempo. Porém, quem canta é Timo Tolkki e sua versão ficou bastante aproximada ao original, feito pelo Rainbow. Como em todos os tributos, não faltam as surpresas. Temos a linda Doro Pesch( a musa loira do metal) atacando com uma música nem tanto famosa, ou seja, Egypt(The Chains Are One). A versão ficou explêndia! Arrastada, pesada e melodiosa em virtude do vocal inconfundível de Doro. Estruturalmente, existem modificações enquanto a versão original. Já o maravilhoso Jag Panzer resolveu contra-atacar com Children of the Sea; uma versão muito aproximada do original feito pelo Sabbath, onde o destaque fica por conta da entonação com que Harry Conklin(vocalista) cantou o cover. Já o Fates Warning se apresentou com The Sign of the Southern Cross; decidiu por manter o clima obscuro, envolvente e arrastado, com algumas passagens extras de teclado por baixo do instrumental, que vieram a deixar a música ainda mais assustadora. O Catch the Rainbow é uma banda formada pelo baterista do Helloween, ou seja, Uli Kush, que só toca covers do Rainbow. Em sua versão para Rainbow Eyes, a banda soube bem interpretar o cover, com destaque para o violão e teclados, super afinados. Linda melodia! O Gamma Ray, com Long Live Rock’ n’ Roll, foi muito feliz em sua versão. Puramente rock and roll, a banda soube diversificar sem distorcer o original, e as guitarras transformaram esta versão em um puta heavy rock! O Swanö/ Tägtgren trouxe do fundo do baú uma versão para Country Girl, mais aproximada ao doom. As guitarras ficaram com a mesma entonação do que a versão original(Sabbath), e o clima arrastado, por si só, contribuiu para o desenvolvimento do cover, que beira a dramaticidade. Yngwie Malmsteen apostou em uma versão que já havia saído em seu álbum Inspiration, ou seja, Gates of Babylon; com Jeff Scott Sotto, dando um show a parte, Mamlsteen captou a classe e o peso que envolvem o original feito pelo Rainbow. Os violões clássicos também são muito bem tocados. Pesado, animalesco e selvagem, o Grave Digger fez questão de se afirmar mais uma vez, como sempre; sua versão para We Rock(Dio) ficou alucinante e com guitarras pesadas, dois bumbos destruindo na bateria e um vocal gritante, furioso e gutural no refrão, créditos para Chris Boltendahl(vocalista). O Hammerfall veio com Man on the Silver Mountain(Rainbow); a banda soube adaptar o original ao seu estilo, produzindo um cover cheio de emoção e melodia. O Holy Mother detonou com Holy Diver, e o incrível ficou por conta de Mike Tirelli(vocalista), pois se não viesse escrito que foi o Holy Mother tocando este cover, poderíamos jurar que o vocalista em questão, fosse o próprio Ronnie James Dio! Instrumentalmente, no que diz respeito a base original(Dio), tudo ficou em ordem. O problema é que Holy Diver original, traz um dos solos mais bonitos da carreira do Dio, e ao modificar algo tão precioso, corre-se o risco de ser reprovado. Como isso varia de fã para fã, prefiro deixar para livre interpretação. Axel Rudi Pell bombardeou com uma magnifica versão para Still I’m Sad, presente em Rainbow- on satge(live). Tudo bem que a música, originalmente, é do Yardbirds( que teve gente como Jimmy Page, Eric Clapton e Jeff Back), mas ficou imortalizada na versão que o Rainbow registrou ao vivo. Instrumentalmente, o cover ficou fantástico! Um tanto diferente por parte da bateria, mas igualmente maravilhoso. Outro vocalista que se igualou a Dio, foi Johny Gioeli. O Enola Gay também se deu bem com Heaven and Hell; comparando com o original(Sabbath), não há muitas mudanças, a não ser a linha vocal de Peter Diersmann, que, diga-se de passagem, ficou muito boa. E agora, temos um dos novos destaques do heavy metal: Steel Prophet. Destruindo com Neon Knights(Sabbath), a banda ultrapassou os limites do peso, com bom gosto e energia. Teclados na parte do refrão incrementaram o clima, da mesma maneira com que Steve Kachinsky(vocalista) detonou com sua voz rouca, ora parecendo-se com Dio, ora impondo seu próprio estilo de canto. Em relação ao original(Sabbath), ficou mais rápida, mas nem tão diferente. O Solitude Aeturnus veio com uma grata surpresa, Shame on the Night(Dio). O destaque fica por conta do vocal furioso e rouco de Robert Lowe. A banda interpretou soberbamente o original existente no álbum Holy Diver, retocando algo aqui e ali. Infelizmente o Destinys End não teve a mesma sorte das outras bandas; com The Last in Line(Dio)- logo com um clássico!- a banda fez muito feio, inclusive com um vocalista muito, mas muito ruim! O instrumental também ficou muito abaixo da média. Caberia ao responsável pelos tributos, a missão de eliminar aberrações deste tipo. Passe desapercebido. Para compensar, tem-se um extraordinário desfecho com Angel Dust, interpretando a maravilhosa Temple of the King. Fantasticamente, o cover mudou- e muito!- em relação ao original; adicionaram teclados bem alinhados à proposta da música, bem como guitarras pesadas que acompanharam a re- construção do original registrado no primeiro álbum do Rainbow. Os violões que iniciam a música são marcas registradas, e foram mantidos explêndidamente. O trabalho vocal feito por Dirk Thurisch emociona. Aliás, este cover é extremamente emocionante! O Angel Dust soube dar uma nova cara, sem mudar o sentido original. Dá pra entender?
O que? Você também está se perguntando: "- Onde está Stand up and Shout e Rainbow in the Dark?". Bom, foi a mesma pergunta que muita gente se fez, inclusive eu. Alguns também prefeririam que este tributo trouxesse só músicas da carreira solo do Dio. Pessoalmente, acredito que poderiam ser incluídas músicas de Secread Heart, Dream Evil e Lock up the Wolves mas...Tocar coisas do Black Sabbath e Rainbow, além de fazerem parte da vida de Ronnie James Dio, é claro, também tem mais apelo com os fãs. De qualquer maneira, uma coisa é certa, ou seja, Dio tem tento material que um tributo duplo não é suficiente para cobrir toda a sua história; mesmo assim, valeu pelo excelente Holy Dio. LONG LIVE ROCK’ N’ ROLL!

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