Cacophony: A banda de Marty Friedman e Jason Becker
Por Ricardo Cunha
Fonte: Esteriltipo
Postado em 11 de maio de 2019
Banda formada em 1986 pelos guitarristas Marty Friedman e Jason Becker. O estilo musical pode ser chamado de metal neo-clássico ou simplesmente speed metal, sendo que o diferencial do grupo são as harmonias rápidas, elaboradas e tecnicamente desafiadoras. Para a tristeza de muitos, o grupo se separou em 1989, após lançar apenas dois discos.
Seu primeiro álbum, Speed Metal Symphony (1987), mais orientado para o heavy metal, fundiu estilos clássicos com a preferência de Friedman por escalas exóticas (algumas óbvias como na música "The Ninja"). Este álbum apresenta músicas muito rápidas, cheias de melódica e de uma técnica quase absurda. A produção do álbum deixa muito a desejar. É evidente que foi gravado com um baixo orçamento. Não chega a arruinar o trabalho, mas o reverb que é aparente em todos os instrumentos acaba ficando muito aparente e se torna irritante em certos momentos. A formação que gravou este dísco foi composta por Marty Friedman (guitarra), Jason Becker (guitarra), Peter Marrino (vocais) e Atma Anur (bateria).
O segundo lançamento Go Off! (1989) aprofundou e melhorou o trampo realizado no disco anterior. No entanto é menos rápido, mas ainda exibia o virtuosismo (exagerado) da dupla de guitarristas. Além de Becker, Friedman e Marrino, contou com um novo baixista, Jimmy O'Shea, e um novo baterista, Deen Castronovo, no entanto quem aparece na contracapa é Kenny Stavropoulos. A despeito da formação do estúdio, para as turnês a banda contou com o vocalista Dan Bryant (Hexx). Neste disco, o fraseado de guitarras é mais técnico e a harmonização das linhas gerais é diferente das harmonias comumente usadas por bandas como Judas Priest e Iron Maiden. Em algus momentos, lembra coisas já produzidas pelo Megadeth.
Embora o segundo álbum tenha sido um fracasso comercial, ele arregimentou uma legião de fãs para a banda que, infelizmente teve seu fim decretado pelo rompimento dos seus fundadores. Então, Jason Becker partiu para a banda de David Lee Roth e Marty Friedman. para o Megadeth. Sem tomar partido por quaisquer dos músicos, Friedman foi mais feliz pelo tempo em que esteve vinculado à banda de David Mustaine e em sua carreira solo, enquanto Becker deixou a banda de Roth devido à esclerose lateral amiotrófica, doença com a qual luta até hoje e, tendo, a despeito de todas as dificuldades, gravado diversos álbuns. O último, lançado em 2018, conta com a participação de convidados especialíssimos.
Considerando as circunstâncias e o momento em que foram produzidos, pode-se dizer que ambos os álbuns são bons. O fato é que havia pressão por parte da gravadora para que os ainda jovens e talentosos guitarristas entregassem algo "genial" apesar dos baixos orçamentos para tanto. O mais provável é que os empresários não tenham embolsado a grana que esperavam e cessaram os investimentos na banda. Mas isso é meramente especulativo e não deve ser levado em conta. De resto, a história dos músicos é riquíssima e muito mais para ser lido e aprendido. Aprofunde-se e nos ajude a melhorar deixando seu feedback.
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