Slash: A "transa" de Slash com Rocks do Aerosmith
Por Felipoud Tramparia
Fonte: Slash - Anthony Bozza
Postado em 22 de fevereiro de 2018
Nos tempos de piá, SLASH conheceu uma guria mais velha. A prioridade do garoto era dar uns malhos e cair fora.
Numa noite em que os pais da menina viajaram, "Slashinho" percebeu que tinha a chance de beijar uma moça mais experiente do que ele.
Porém, descobriu algo de grande valia no quarto da garota Laurie, em meio à coleção de discos, estava o álbum Rocks, lançado pela banda AEROSMITH em 1976, responsável por fazer o garoto esquecer os desejos carnais.
Esse foi o estopim que determinou uma nova abordagem do guitarrista, influenciando sua maneira de tocar e até mesmo a imagem adotada nos palcos.
A sequência da historieta supracitada, está no trecho retirado da biografia de SLASH com o co-autor Anthony Bozza.
Rocks continua sendo tão poderoso para mim quanto foi naquela época: os vocais rasgados, as guitarras pesadas e o ritmo marcante são rock and roll com um toque de blues e foram feitos para serem ouvidos.
Havia algo na adolescência crua do Aerosmith que estava em perfeita sintonia com meu desenvolvimento interior na época; aquele disco soava exatamente da maneira como eu me sentia.
Depois da oportunidade que perdi com Laurie, dediquei-me a aprender a tocar Back in the Saddle.
Roubei a fita cassete e uma revista de músicas do Aerosmith, e toquei-a repetidamente até saber os riffs.
Aprendi uma lição valiosa durante o processo: revistas de músicas não ensinam uma pessoa a tocar direito.
Eu aprendera razoavelmente a ler partitura e, assim, pude ver que as notas na revista não eram as mesmas que estavam sendo tocadas no disco. Fazia sentido.
Eu me esforçara durante horas, e ainda não conseguia tocar de acordo. Assim, larguei as revistas e continuei tentando até aprender de ouvido.
Aprendi qualquer outra música que quis tocar desse modo dali em diante.
Enquanto ia aprendendo cada nota de Back in the Saddle, dei-me conta de como Joe e Brad tocam de maneira idiossincrática e de como ninguém pode realmente tocar como qualquer outra pessoa a não ser ela mesma.
A imitação deve permanecer como uma etapa para que um músico encontre sua própria voz, mas nunca deve se tornar uma voz.
Ninguém deve idolatrar seus ídolos a ponto de imitá-los nota por nota. A guitarra é uma forma de expressão pessoal demais para isso; deve ser exatamente o que é uma extensão única do músico.
Sobre Anthony Bozza: Foi co-autor das biografias de TOMMY LEE, baterista do MÖTLEY CRÜE, EMINEM, MICK FLEETWOOD, da banda FLEETWOOD MAC e dos grupos AC/DC e INXS. Além disso, escreveu por anos para a revista Rolling Stone.
Essa matéria faz parte da categoria Trecharias BioRockers no Portalblog Misterial.
Landslide | Álbum: Ain't Life Grand (2000) | SLASH'S SNAKEPIT
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