A cultura dos Bootlegs: O que é e o que se tornou em tempos atuais

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Por Felipe Belotta, Fonte: Wikipedia
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Bootleg, um termo em inglês utilizado para caracterizar mercadorias distribuídas e vendidas ilegalmente; Em outras palavras, pirataria. Na indústria da música logo associamos o termo às cópias ilegais do material produzido oficialmente pelos artistas.

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Entretanto, existe uma parte da pirataria que chama a atenção dos mais ávidos colecionadores no passado: material não lançado oficialmente pelo artista, mas por terceiros que, ao obterem acesso distribuem e vendem-nos sem autorização prévia. Geralmente no formato de LP’s, CD’s, Cassetes, VHS’s e DVD’s com músicas raras, apresentações ao vivo e entrevistas, muitas vezes com baixa qualidade de áudio e vídeo e preços exorbitantes, Essas mídias chamavam a atenção de fãs e colecionadores. Mas qual o sentido de se gastar alta quantia de dinheiro em material pirata de má qualidade? Pois vamos entender.

Hoje é difícil isso fazer sentido, pois vivemos em uma época de fácil acesso a um acervo imenso de músicas, vídeos, entrevistas, entre outros a baixo custo. Digite o nome de sua banda favorita na internet e com um pouco de paciência achará todo tipo de material a respeito desta. Mas nem sempre foi assim, pois houve um tempo em que para se conseguir conteúdo extra sobre aquela banda favorita era preciso correr muito atrás. Se seu artista não fosse destaque no mainstream, ter sequer uma revista com uma matéria sobre ele era sonho; Passar um show na televisão, então, nem se fale. Nessas horas os bootlegs eram a solução.

Lembro até hoje do meu primeiro bootleg. Era um disco do GREEN DAY, "Woodstock 94 & Much More", comprado na Galeria do Rock em 1997 ao preço de 30 reais (era caro para a época). Curiosamente fui atrás disso quando devia estar estudando para a prova de geografia. Pois é, como eu era rebelde.

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Foi como se tivesse comprado um novo álbum ao vivo da banda: material novo para escutar, com direito a um encarte com arte própria, fotos e algumas informações dos criadores. A qualidade de áudio deixava muito a desejar, mas o objetivo não era obter qualidade, mas sim novidade! A experiência havia sido tão boa que posteriormente fui atrás de outros bootlegs.

Com o tempo, porém, a situação começou a mudar. Com a evolução da internet, o surgimento do MP3, a tecnologia de gravação de CD’s, o acesso ao material de tudo quanto é artista ficou mais fácil, levando muitos fãs a deixar de comprar para baixar tudo ilegalmente. A época dos programas P2P (Peer to Peer) foi o ápice da distribuição ilegal de música. Se isso aconteceu com o material oficial, o bootleg então nem se fala. Para muitos fãs essa cultura perdeu o sentido, pois a maioria podia ser encontrada na internet. Sites, blogs, comunidades e páginas de redes sociais, todo lugar oferecia links para download.

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Não apenas via downloads ilegais, mas era possível também encontrar diversos CD’s e DVD’s não oficiais, porém, distribuídos e vendidos legalmente em lojas de varejo.

Então, vem a pergunta: a cultura bootleg morreu? Muitos dirão que sim, outros dirão que ela ainda existe de forma muito discreta, pois ainda existem os colecionadores que cultuam os bootlegs. Minha opinião é de que ela se transformou, deixando de ser um item físico de colecionador para se espalhar pelas plataformas digitais. Seja um vídeo no Youtube com aquelas apresentações não oficiais, os downloads em MP3 de bootlegs em blogs específicos, eles ainda existem. Já cheguei a ver alguns deles surgirem temporariamente em plataformas como Spotify e Deezer. O caso é que o material produzido por terceiros sem autorização ainda existe, assim como seus apreciadores.

Curiosidades:

1 – O PINK FLOYD, em seu DVD "Pulse", lançado em 2005, adicionou como conteúdo extra uma sessão chamada "Bootlegging the Bootleggers" (pirateando os piratas). Essa sessão contém vídeos produzidos por terceiros sem autorização prévia e foram adicionados ao DVD sem autorização. Daí o nome da sessão. As músicas são: "What Do You Want From Me", "On the Turning Away", "Poles Apart" e "Marooned", todas em versões ao vivo oriundas de shows daquela turnê.

2 – Mike Portnoy, que sempre apreciou bootlegs, lançou durante o tempo em que fez parte do DREAM THEATER seus próprios bootlegs da banda. O acervo, chamado de "Official Bootleg", foi lançado pelo selo Ytse Jam Records e contém diversos CD’s e DVD’s com apresentações ao vivo, covers, making of e demos.




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Sobre Felipe Belotta

Formado em Economia pelo Mackenzie, guitarrista apaixonado por música desde a adolescência, decidiu seguir sua paixão e desenvolver uma carreira na indústria musical. Hoje atua como produtor, compositor, técnico de áudio e está sempre em busca de novas oportunidades no meio. Escrever sobre música é uma de suas novas paixões.

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