Black Sabbath: 10 ótimas músicas sem Ozzy ou Dio nos vocais
Por Igor Miranda
Postado em 15 de dezembro de 2016
O Black Sabbath viveu momentos gloriosos com Ozzy Osbourne e Ronnie James Dio nos vocais. Mas o Sabbath não existiu somente com esses dois ótimos cantores.
Outros vocalistas passaram e deixaram suas marcas pelo Black Sabbath, assim como outros instrumentistas também gravaram boas músicas com a banda de Tony Iommi. Compilei, abaixo, dez músicas que admiro dos períodos sem Ozzy e Dio, que vão de 1983 a 1990 e de 1993 a 1995.
Atenção: para não gerar (tanta) polêmica, o ranking está em ordem cronológica de lançamento. E lembre-se antes de comentar: são apenas dez músicas. Várias boas canções ficaram de fora.
Black Sabbath - Mais Novidades
"Trashed" ("Born Again", 1983)
"Trashed" é o momento mais límpido de um disco sujo. Não à toa, foi escolhida como single. Tem momentos grudentos. O instrumental é tocado de forma exímia e tem quedas rítmicas pra lá de bem inseridas. Bill Ward brilha por aqui.
"Disturbing the Priest" ("Born Again", 1983)
"Born Again" demorou para ser devidamente reconhecido como um bom álbum do Black Sabbath. "Disturbing The Priest" une o melhor e o "menos melhor" deste disco: o som caótico, intenso e pesado do Sabbath poderia ter ficado melhor com uma produção bem feita. Ian Gillan é possuído pelo coisa-ruim na interpretação desta música - o que, neste caso, é um elogio.
"In For The Kill" ("Seventh Star", 1986)
A faixa que abre o álbum que era para ser um momento solo de Tony Iommi não tem muito de Black Sabbath, mas não deixa de ser pesada. Glenn Hughes se impõe bem na canção e Eric Singer mostra suas credenciais para o mundo.
"Heart Like A Wheel" ("Seventh Star", 1986)
As raízes blues do Black Sabbath apareceram em diversos discos, especialmente os registrados na década de 1970. Todavia, uma das canções que melhor utilizam essa influência é "Heart Like A Wheel". Destacam-se às interpretações de Glenn Hughes e, é claro, de Tony Iommi, que desfila bons solos por aqui.
"The Shining" - com Ray Gillen nos vocais ("The Eternal Idol", 1987)
Com todo o respeito a Tony Martin, mas gostaria de ver Ray Gillen cantando em mais discos do Black Sabbath. A versão dele para "The Shining" mostra como Gillen era um cantor diferenciado - tinha potência, identidade e muito controle de suas cordas vocais.
"Headless Cross" ("Headless Cross", 1989)
Uma das rendições mais oitentistas do Black Sabbath, a faixa que dá nome ao segundo álbum com Tony Martin destaca a influência de Geoff Nicholls na banda ao longo deste período. Os teclados do músico guiam praticamente toda esta boa canção.
"When Death Calls" ("Headless Cross", 1989)
O início desta música, guiado apenas por teclado e voz, é o suficiente para deixar qualquer fã arrepiado. Entretanto, toda a música é inspirada. Tony Martin canta como nunca nesta canção, cujo solo de guitarra foi gravado por Brian May, do Queen.
"Anno Mundi" ("TYR", 1990)
Nos momentos iniciais de minha primeira audição, eu poderia jurar que era uma demo perdida dos tempos de Dio. Todavia, a identidade de Tony Martin enquanto cantor cresce ao longo da música. Adquire contornos épicos quando o ritmo cai lá para o meio.
"The Hand That Rocks The Cradle" ("Cross Purposes", 1994)
Em "Cross Purposes", o Black Sabbath com Tony Martin dava sinais de que ganharia uma identidade. O carro-chefe do álbum, "The Hand That Rocks The Cradle", resume o disco: um híbrido entre passagens melódicas da fase Dio aliado ao instrumental grosseiro dos tempos de Ozzy.
"Rusty Angels" ("Forbidden", 1995)
O disco maldito do Black Sabbath tem seus bons momentos. "Rusty Angels", um heavy metal de cara oitentista (consequentemente, lançado na época errada), é um deles.
Comente: Alguma música muito boa ficou de fora?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
O que o retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy representa na prática?
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Tony Iommi presta homenagem ao álbum de estreia do Black Sabbath
"Não havia uma única mulher na plateia": o começo estranho de uma lenda do rock
A música do Van Halen que Eddie dizia ser a mais difícil de tocar ao vivo
Assista o primeiro teaser do filme oficial sobre a história do Judas Priest
"Superou minhas expectativas", diz baterista sobre novo álbum do Evanescence
Guitarrista ficou mais surpreso com David Coverdale sair das redes sociais do que com aposentadoria
Mayara Puertas quebra silêncio e fala pela primeira vez do rumor envolvendo Arch Enemy
"Ouvi e achei muito interessante": lenda do rock aprova o Sleep Token
O cantor que Jack Black chamou de "Pavarotti do heavy metal"
Bill Hudson: "Qualquer coisa que não são essas duas bandas é percebida pelo público como amador"
A música de novo disco do Megadeth que lembra o Metallica, de acordo com Gastão Moreira


Cinco clássicos do rock que você reconhece nos primeiros segundos e já sai cantando
Zakk Wylde acredita que tecnologia poderia ter arruinado discos clássicos
O álbum "esquecido" do Black Sabbath que merecia mais crédito, segundo Tony Iommi
A "banda definitiva" do heavy metal, segundo Lars Ulrich, do Metallica
O disco do Black Sabbath considerado uma "atrocidade" pelo Heavy Consequence
O cover mais "sinistro" de uma música sua que Ozzy Osbourne ouviu
A melhor música do Led Zeppelin de todos os tempos, segundo Ozzy Osbourne
As três bandas gigantes de metal que pioraram ao trocar de vocalista, segundo Gastão
Lzzy Hale relembra conversa inusitada com Axl Rose nos bastidores de último show de Ozzy
Frontman: quando o original não é a melhor opção
Pattie Boyd: o infernal triângulo com George Harrison e Eric Clapton


