Vinny Appice: os trabalhos do incansável baterista em 2016
Por Igor Miranda
Postado em 13 de dezembro de 2016
O Black Sabbath contou com diversos bons bateristas em sua trajetória, de Cozy Powell a Eric Singer. Entretanto, apenas dois conseguiram marcar época de alguma forma: o original, Bill Ward, e seu primeiro substituto, Vinny Appice.
O irmão de Carmine Appice também fez história no Dio, banda capitaneada por Ronnie James Dio. Ele ainda integrou o Heaven And Hell, que reformava a line-up responsável por gravar "Mob Rules" (1981) e "Dehumanizer" (1992), do Sabbath.

É notável, entretanto, como Vinny Appice tornou-se um músico produtivo na década vigente. Ele tem gravado com distintos músicos e bandas, de Joel Hoekstra a Toehider, além das turnês.
Atualmente, Vinny Appice está com 59 anos. E foi em 2016, quase sessentão, que Appice teve um de seus anos mais produtivos. O músico gravou quatro álbuns de músicas inéditas com quatro bandas diferentes.
Resurrection Kings - "Resurrection Kings"
O primeiro a ser lançado foi o disco de estreia do Resurrection Kings, formado pelo vocalista Chas West (Bonham, Tribe Of Gypsies), o guitarrista Craig Goldy (Dio, Giuffria), o baixista Sean McNabb (Dokken, Great White, Quiet Riot), além de Appice. O álbum, autointitulado, chegou a público no fim de janeiro deste ano.

A pegada do Resurrection Kings é híbrida. Alia hard rock setentista ao heavy metal com certa naturalidade. Craig Goldy é um músico fora de série, apesar de suas timbragens não me agradarem tanto, e Chas West assume os vocais com maestria - apesar de pouco notável, é um cantor experiente. Em alguns momentos, soa como Dio.
Last In Line - "Heavy Crown"
Já em fevereiro, outro disco gravado por Vinny Appice foi lançado: "Heavy Crown", do Last In Line. Para mim, foi o melhor registro envolvendo Appice, não só no ano, mas em muitos anos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Idealizado como um projeto caça-níquel, o Last In Line evoluiu ao aceitar a proposta de gravar um disco de estúdio. A formação reuniu os músicos do line-up original do Dio (Vivian Campbell, Vinny Appice e Jimmy Bain, falecido antes do lançamento do álbum) ao vocalista Andrew Freeman (Hurricane, Lynch Mob).
E o resultado não poderia ter sido melhor: um disco de heavy metal, propriamente dito, com vocais imponentes, instrumental poderoso e sem muitas referências ao passado com Dio. Há elementos do hard rock setentista, ainda que tímidos, e do doom metal, mais pulsantes.

Serpent's Ride - "Between Lights & Shadows"
O terceiro, lançado em abril, é o disco de estreia do Serpent's Ride, "Between Lights & Shadows". A banda é formada por Ian Ray Logan (Death Evocation, Raw Moon) nos vocais, Rowan Robertson (DC4, Bang Tango, Dio) na guitarra e Agustin Davis (Legend) no baixo, além de Vinny Appice.
É o trabalho que menos se destaca na lista, pela ausência de um "fato novo" em sua sonoridade e de uma boa produção. Soa como uma versão um pouco aquém do Resurrection Kings, apesar de Logan ter um registro vocal mais próximo ao de Ronnie James Dio. Ainda assim, há bons momentos na tracklist.

Dunsmuir - "Dunsmuir"
O quarto trabalho de Vinny Appice no ano foi com o Dunsmuir. O grupo tem uma formação curiosa: Neil Fallon (Clutch) nos vocais, Dave Bone (Company Band) na guitarra e Brad Davis (Fu Manchu) no baixo, além de Appice. Claramente, os músicos têm influência do trabalho feito pelo baterista no passado, com Black Sabbath e Dio.
O resultado também é curioso: heavy rock bem tocado, com latente influência stoner/doom metal e uma leve pegada classic em determinados momentos. Aqui, Vinny Appice soa um pouco como Bill Ward - o que é excelente, diga-se de passagem.

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