Bill Hudson: "Meu problema não é com a banda Angra, nunca foi..."
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de fevereiro de 2024
O guitarrista Bill Hudson, brasileiro que vive nos EUA e fez sua vida artística por lá, concedeu entrevista ao Heavy Talk. Na ocasião, o músico foi perguntado sobre alguns de seus posicionamentos que parecem criticar o fato de apenas Angra e Sepultura fazerem sucesso no metal brasileiro.
Bill agradeceu a oportunidade de esclarecer e disse que não tem nenhum problema com os integrantes do Angra. Sem entrar em detalhes, o guitarrista explicou que, na verdade, o problema era que parte da mídia não dava oportunidade para outras bandas.
"Agradeço pela pergunta, pois na verdade, até o momento, ninguém me proporcionou abertamente a oportunidade de falar sobre esse assunto. A situação que menciono está relacionada à minha saída do Brasil. Não moro no Brasil por conta dessa situação, uma questão que surgiu há cerca de 30 anos."

"Não pretendo mencionar nomes, mas é de conhecimento geral como as coisas aconteceram. O Edu, antes de entrar no Angra, foi duramente criticado por uma revista. Um mês antes de ingressar na banda, ele foi de alguém que não sabia cantar para ser reconhecido como o melhor vocalista do mundo em questão de meses. Qualquer álbum que lançávamos era destroçado pela crítica. Eu aprendi isso observando os discos do Aquaria, se fosse alemão, sueco ou finlandês, seria banda clássica."
"Quantas bandas incríveis do Brasil no final dos anos 90 e início dos anos 2000 não tiveram oportunidade? Eu escapei disso porque fui esperto e decidi construir minha carreira no exterior. Eu tinha a mentalidade de ‘aconteça o que acontecer no Brasil, eu tenho outros 150 países’. Hoje, sou um dos guitarristas mais bem-sucedidos do mundo, não apenas do Brasil. Quem duvidar disso, pode verificar no Google minha carreira de 20 anos."
"Meu problema não é com a banda, nunca foi. O Angra é uma das minhas bandas preferidas e uma grande influência. O que não gosto é que a base de fãs parece não conseguir apreciar nada que venha do Brasil. Parece que só aceitam se for gringo, e não qualquer gringo, mas o gringo colonizador, de olhos azuis e loiro. Não é o gringo do Chile, Argentina ou Alemanha. Ou é o gringo ou é o Angra, e eu não era nenhum dos dois. Então, decidi sair e construir minha carreira internacional. Hoje, sou cidadão americano."
Confira a entrevista completa abaixo.
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