Al Di Meola: Uma lenda viva no mundo da guitarra
Por Thiago Mingues da Silva
Fonte: Blog Guitarpedia
Postado em 24 de outubro de 2016
Al Di Meola, é considerado uma lenda viva no mundo da guitarra, dono de uma carreira longa e versátil, com mais de trinta álbuns lançados (entre carreira solo, projetos e álbuns ao vivo) e uma trajetória profissional de quatro décadas.
O guitarrista Jim Matheos fundador da banda de metal progressivo Fates Warning, diz o seguinte a respeito de Di Meola: "Al Di Meola é um músico formidável e incomum, completo e inovador tanto na guitarra quanto no violão. É impossível superá-lo em termos de precisão rítmica".
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Início da Carreira
Primoroso ritma e tecnicamente, Al Di Meola costuma partir de suas raízes no Jazz e passear com êxito pelo Rock, Pop, Flamenco, World Music, Música Latina, Brasileira, e exémias interpretações e versões de grandes artistas e compositores como Astor Piazzola e The Beatles.
Nascido em 22 de julho de 1954, em New Jersey (EUA), ingressou na Berklee College of Music em Boston, Massachusetts aos 17 anos em 1971 e nessa época já impressionava por sua expressividade, precisão e palhetadas fabulosas. Aos 19 anos foi chamado pelo pianista e tecladista Chick Corea para o super grupo de Fusion, Return To Forever, com o qual recebeu um Grammy pelo disco No Mystery (1975).
Carreira Solo e a Consagração
Após o recesso do grupo Return To Forever no final de 1976 Meola saiu em carreira solo. O filho de descendentes italianos lançou seu primeiro disco em 1976 (Land Of The Midnight Sun) e na primeira década de sua carreira Al mostrou um apetite voraz pela composição lançando oito álbuns em nove anos (1976-1985) e alguns se mostraram verdadeiras obras primas, como os consagrados Elegant Gypsy e Casino (1977 e 1978 respectivamente).
A fusão de estilos criada por Meola e a sua velocidade até então jamais vista na guitarra, influenciou guitarristas virtuosos que hoje figuram entre os mais famosos do globo como: Steve Vai, John Petrucci e Zakk Wylde. Os três guitar heroes são fãs declarados do músico.
Parceria com Paco de Lucia e John Mc Laughlin
Em 1980 Meola se juntou a John Mc Laughlin e Paco de Lucia formando um trio de violões que misturava a música flamenca com influências de outras culturas. E em 1981 foi lançado um disco ao vivo fruto dessa união Friday Night in San Francisco, que foi aclamado pelo público e pela crítica vendendo milhões de cópias, o que colocou os músicos do trio em um novo patamar de popularidade e respeito.
A Segunda Metade da Carreira
Na volta ao percurso solista Al lançou Scenario em 1983, e em 1985 assinou Cielo e Tierra com o notável percursionista brasileiro Airto Moreira. Carla Sandroni, Egberto Gismonti e Milton Nascimento também estão entre os nossos compatriotas com os quais ele já trabalhou.
Na década de 1990, saíram outros registros marcantes do músico, Kiss My Axe de 1991 e The Rite Of Strings de 1995, em companhia de Stanley Clark e Jean-Luc Ponty.
No século XXI, Meola voltou a lançar discos memoráveis como Consequence Of Chaos (2006), Pursuit of Radical Rhapsody (2011) e Elysium de 2015. Nos últimos anos Al renovou sua banda solo e participou de Cds de músicos como Manuel Barrenco, Derek Sherinian, entre outros.
A Obsessão pela Palhetada Alternada, e a Rejeição às Outras Técnicas
Al considera a técnica de palhetada alternada tão eficiente e funcional que se especializou nela, e praticamente despreza todas as outras.
Segundo o guitarrista, outras técnicas como hammer on, pull off e sweep picking funcionam como um atalho, e se o estudante ficar viciado no emprego de apenas essas técnicas, não irá evoluir ao máximo a sua coordenação na mão responsável pelo ritmo, que na guitarra tende a ser a mão direita.
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